Após falsa filiação de Lula ao PL de Bolsonaro, TSE atualiza sistema Filia
Em janeiro, a Corte acionou a Polícia Federal (PF) para investigar o caso.

Foto: ALEXANDRE SCHNEIDER/GETTY IMAGES
O Sistema de Inscrição Partidária (Filia), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), retornou ao funcionamento na sexta-feira, 16, com uma nova camada de segurança aos usuários, visando reduzir o risco de fraudes. Essa modificação foi implementada após a falsa filiação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao PL, partido de Jair Bolsonaro, realizada por outra pessoa. Em janeiro, a Corte acionou a Polícia Federal (PF) para investigar o caso.
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“O Filia ficou fora do ar para receber uma nova medida de segurança. Foram alguns dias necessários para realizar esses ajustes. Após a instalação adequada, o sistema foi restabelecido”, informou o TSE nesta segunda-feira, 19.
A filiação do presidente à sigla adversária ocorreu em 15 de julho de 2023, no PL em São Bernardo do Campo (SP). Na ocasião, o Tribunal esclareceu que não houve ataque ao sistema ou falha em sua programação, mas sim o uso de credenciais válidas de Daniela Leite e Aguiar, advogada que presta serviços ao PL.
Em janeiro, o TSE comunicou que havia “evidências claras de falsidade ideológica, com a anulação da alteração e a requisição à Polícia Federal para instauração de inquérito policial”. A Corte afirmou nesta segunda-feira que não há atualizações sobre o caso. A PF declarou que não comenta investigações em curso.
Com a atualização do sistema, os usuários do Filia agora precisam confirmar o acesso pelo aplicativo e-Título. Para inserir dados de um novo filiado, o representante do partido deve utilizar a senha de acesso e preencher uma informação solicitada na tela, que deve ser confirmada por meio do aplicativo da Justiça Eleitoral.
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“A inserção de Lula foi possível porque a senha de um dos dirigentes do partido foi utilizada. Agora, com o segundo fator de autenticação, além da senha cadastrada, é necessário utilizar o e-Título para filiar um determinado candidato”, explicou o TSE.
A autenticação em dois fatores é um método de segurança que requer duas formas de identificação para acessar recursos e dados, proporcionando maior proteção ao sistema.
Estadão Conteúdo
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