Após pedido de condenação da PGR, Bolsonaro chora no Senado e pede “orações”
O ex-presidente também ressaltou que o Brasil está próximo de atingir seu potencial máximo, mas que enfrenta entraves.
- Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Notícias do Brasil – Durante uma sessão solene no plenário do Senado nesta quinta-feira (17), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se emocionou ao comentar o pedido de condenação feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF). Chorando, Bolsonaro pediu orações e afirmou acreditar em Deus, em um discurso que ecoou críticas veladas ao atual cenário político.
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“Acredito em Deus, peço orações a vocês”, disse o ex-mandatário. “Muitas vezes, o óbvio está na sua frente. As pessoas poderosas, algumas dessa Casa, precisam se conscientizar do óbvio, que um dia ele vai embora, eles mudam”, declarou Bolsonaro, em tom de desabafo.
O ex-presidente também ressaltou que o Brasil está próximo de atingir seu potencial máximo, mas que enfrenta entraves. “Quantas vezes eu já falei o que falta para nós sermos a terra prometida do Ocidente? Falta quase nada, mas alguns poucos nos atrapalham. Vamos acreditar. Cada um fazer a sua parte. Caso essa missão seja impossível, aí, sim, entrego nas mãos de Deus.”
Bolsonaro e mais sete réus podem pegar mais de 40 anos de prisão
A manifestação pública de Bolsonaro ocorre poucos dias após a PGR pedir sua condenação, junto a outros sete acusados, por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Eles são investigados por:
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Organização criminosa armada;
Tentativa de abolir violentamente o Estado Democrático de Direito;
Golpe de Estado;
Dano qualificado por violência e grave ameaça;
Deterioração de patrimônio tombado.
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Somadas, as penas podem ultrapassar os 40 anos de prisão.
A única exceção entre os réus é o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), que responde por três crimes: tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado e organização criminosa armada. Por decisão do STF, os demais crimes atribuídos a ele só serão analisados após o término de seu mandato parlamentar.
Golpe foi frustrado por resistência das Forças Armadas, diz PGR
Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, a tentativa de golpe não foi consumada devido à falta de adesão dos comandos do Exército e da Aeronáutica. “O empenho em cooptá-los para o empreendimento criminoso – e, portanto, para consumar o golpe – assumiu diversas formas, envolvendo ataques virtuais aos militares de alta patente que mantiveram, enfim, as Forças Armadas fiéis à vocação democrática que a Constituição lhes atribuiu”, afirmou.
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