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- Foto: Reprodução
Resumo
Após confusão na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), o ex-deputado Marcelo Ramos chamou o vereador Coronel Rosses de “palhaço” em vídeo nas redes sociais. O parlamentar foi retirado do campus sob protestos de estudantes após discussão com um professor.
Notícias de Política – O ex-deputado federal Marcelo Ramos chamou o vereador Coronel Rosses de “vereador palhaço” após o parlamentar ser expulso da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), junto com militantes da direita, durante uma confusão com um professor dentro do campus.
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“Eu queria manifestar aqui a minha indignação com a atitude daquele vereador palhaço que esteve na Universidade Federal do Amazonas tentando cercear o direito de professores, de servidores e de alunos de manifestarem a sua opinião”, afirmou Marcelo Ramos em vídeo publicado nas redes sociais.
O episódio teve início após um desentendimento entre o vereador e o professor Luiz Antônio Nascimento. Durante a discussão, o clima ficou tenso, com troca de acusações e elevação do tom.
Segundo relatos, o parlamentar apontou o dedo para o docente e proferiu ofensas, o que aumentou a tensão no local. A discussão mobilizou alunos que estavam no campus. Eles cercaram o vereador e passaram a exigir sua saída, entoando gritos e protestos.
Diante da pressão, Coronel Rosses deixou o local sob vaias, enquanto fazia gestos considerados provocativos por quem acompanhava a cena.
Declarações de Marcelo Ramos
Em sua manifestação, Marcelo Ramos também prestou solidariedade ao professor e aos estudantes.
“Quero manifestar aqui a minha solidariedade ao professor Luiz Antônio, que o enfrentou à altura, e a todos aqueles estudantes que o botaram para correr dali”, declarou. Ele ainda reforçou a defesa da universidade como espaço democrático: “A Universidade é espaço de pluralidade de ideias, é espaço de liberdade de expressão e a violência jamais será um instrumento para calar esse espírito libertário.”
Nota oficial da universidade
A Universidade Federal do Amazonas divulgou nota repudiando o episódio e classificando as atitudes registradas como incompatíveis com o ambiente acadêmico.
A instituição informou que abriu procedimento para apurar os fatos e reafirmou o compromisso com a liberdade de pensamento, destacando que não tolera atos de violência, intimidação ou censura.