Política

Arthur diz que Omar Aziz chorava sem parar em seu gabinete quando foi acusado de pedofilia no AM

O ex-prefeito revelou que só livrou Omar Aziz da acusação de pedofilia em CPI a pedido de mãe dele, Deplhina Aziz.

Redação AM POST

O ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto (PSDB), que já disse que vem sofrendo perseguição política arquitetada pelo presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD), resolveu revidar os ataques e revelar em capítulos os podres da vida política do parlamentar do Amazonas que já foi acusado de corrupção, desvios de recursos da saúde do AM e até pedofilia durante sua trajetória.

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Desta vez o tucano resolveu contar sobre a acusação de pedofilia envolvendo Omar Aziz, que em 2005 foi investigado em Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre exploração sexual de acusação sobre ter feito programa com uma adolescente de 15 anos, em 2003, quando era vice-governador do Amazonas.

Na época, Omar negou a acusação que teve origem num inquérito da Polícia Civil sobre a atuação de duas cafetinas, em Manaus. Em depoimento à polícia, na época, a garota disse que tivera um encontro com um homem chamado Omar. O caso virou um escândalo político, mas, na Justiça, não foi longe. Naquele mesmo ano, o Ministério Público descartou a participação do político sem sequer interrogá-lo. E a investigação prosseguiu com foco em outros personagens.

O nome do político acabou retirado do relatório final da CPI do Congresso, numa votação apertada: 8 a 7. A mobilização em favor de Omar Aziz foi liderada pelo então senador amazonense Arthur Virgílio Neto.

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Em suas redes sociais, nesta quinta-feira (29), Arthur afirmou que só defendeu Omar Aziz da acusação de pedofilia por se compadecer do pedido da mãe dele, Deplhina Rinaldi Abdel Aziz.

“A pedido de sua mãe, respeitável e querida senhora, aceitei, acreditando somente nela, envolver-me na luta da CPI da Pedofilia. Minha não interferência seria sua morte política, uma dura condenação penal e a desmoralização completa, num destino que só deve caber a um pedófilo de verdade”, declarou o tucano.

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“Na dúvida, e acreditando em sua genitora, que merecia todo o meu acatamento, livrei-o do inferno. Enquanto os debates prosseguiam em clima muito quente, ele chorava sem parar no meu gabinete, cercado de ‘amigos’ parlamentares covardes, que fingiam consolá-lo para terem a desculpa de não se exporem na delicada disputa, como se poltrões não fosse. Quando respirou livre (?), jurou babada gratidão gratidão a mim e minha família”, completou.

Arthur encerra a publicação prometendo que contará em breve mais detalhes do caso de Omar Aziz.

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