Assista: Bolsonaro diz que não terá “tudo ou nada” em oposição a Lula e sim inteligência
Presidente disse que em live de despedida que o “Brasil não vai se acabar nesse 1º de janeiro”.
Redação AM POST*
O presidente Jair Bolsonaro fez, nesta sexta-feira, 30, seu último discurso como presidente da República. Na ocasião, o chefe do Executivo comentou a sua gestão e disse que teve um saldo “bastante positivo” de seu governo. Ele fez um discurso em que falou em fazer oposição ao futuro governo Lula (PT) e declarou que não terá um “tudo ou nada”, mas sim “inteligência”.
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“Não tem tudo ou nada. Inteligência. Vamos mostrar que somos diferentes.” Ainda sobre o Lula 3, disse que “nada está perdido” e que o “Brasil não vai se acabar nesse 1º de janeiro”. “O Brasil não sucumbirá, acreditem em vocês”, afirmou o presidente. “Perde-se batalha, mas não perderemos a guerra.”
🚨 AGORA: Presidente Bolsonaro se emociona em live.
“O Brasil não vai acabar dia 1º” pic.twitter.com/HcjOi8d7jy
— mattheus (@mattheusig) December 30, 2022
“Tenham certeza, não vai demorar muito tempo, o Brasil vai voltar ao eixo da normalidade, da prosperidade, da ordem, do progresso, do respeito (…). O Brasil não sucumbirá”, declarou.
O presidente destacou que reconhece as manifestações que acontecem há mais de 55 dias em frente aos quartéis-generais. Nada vai ficar perdido, conforme Bolsonaro.
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“Isso despertou algo na cabeça das pessoas”, disse. “Eles entenderam o que tem a perder. Começaram se preocupar com o voto responsável. Esse povo que foi para os quartéis foram pedir socorro, liberdade e respeito à Constituição. Há algo de errado nisso? Estão lutando até pelos que os oprimem.”
O chefe do Executivo ainda comparou o tratamento que a imprensa está dando aos manifestantes ao que os black blocs recebiam quando eram violentos. “Durante meus 28 anos em Brasília, vi manifestações violentas por parte da esquerda, com os black blocks e o MST,”, explicou Bolsonaro. “Mas isso nunca foi taxado como ato antidemocrático. Tudo o que é feito pela esquerda é bacana.”
O presidente reconheceu que o processo eleitoral do Brasil “não foi imparcial”. “Se você duvidar da urna, isso se torna crime”, afirmou. Segundo ele, o governo Lula vai começar de forma “capenga” e algumas pessoas que votaram no petista se arrependeram.
Para Bolsonaro, o Brasil não vai acabar em 1° de janeiro. “O parlamento que vai tomar posse em fevereiro é mais conservador”, explicou o presidente. “Ainda temos uma massa de pessoas que passaram a entender sobre política. O bem vai vencer.”
Ao final do discurso, Bolsonaro ficou com a voz embargada e emocionada. Além disso, teve algumas pausas na fala. “Muito obrigado a todos vocês por me proporcionarem esses quatro anos a frente da Presidência da República”, agradeceu o presidente. “Fui compreendido por muitos e por outros não. Como foi difícil ficar dois meses calado, trabalhando e buscando alternativas. Até quieto sou atacado pela imprensa. Acredito em vocês, no Brasil e, principalmente, em Deus. Perdemos batalhas, mas não a guerra.”
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