Assista: Maioria dos vereadores de Borba votam contra cassação do mandato do prefeito Simão Peixoto
Os parlamentares livraram do impeachment o prefeito que foi preso suspeito de comandar um esquema de corrupção.
- Foto: Reprodução
Os vereadores da Câmara Municipal do Borba anularam nesta quarta-feira (16) a cassação do mandato do prefeito do município, Simão Peixoto (PP), que está afastado do cargo após ser preso suspeito de comandar um esquema de corrupção e desviar R$ 29,2 milhões em licitações no município.
A Câmara Municipal de Borba iniciou o processo de cassação em julho deste ano, quando sete dos nove vereadores do município votaram a favor do recebimento de denúncias contra o político e para a criação de uma comissão para investigá-lo.
PUBLICIDADE
Só que agora durante a sessão decisiva, e após apresentação do relatório da comissão, Simão teve dois votos a favor da cassação e quatro contra. Além disso, três parlamentares preferiram não votar.
Histórico
Ano passado, em praça pública, Simão Peixoto ameaçou agredir a vereadora Tatiana Franco, que criticava a sua gestão. Na ocasião, o prefeito disse que daria uma “ripada” na parlamentar, para que ela aprendesse a respeitar a saúde da cidade.
“Agora vou começar a “ripada”! Presta atenção! Uma “ripada” na vereadora Tatiana que é para ela respeitar a saúde do município de Borba”, disse Simão Peixoto
PUBLICIDADE
Em março deste ano, Peixoto foi preso preventivamente, pelo Gaeco, em Manaus, pelos crimes de ameaça, desacato difamação e restrição aos direitos políticos em razão do sexo, cometidos contra a vereadora Tatiana Franco dos Santos, parlamentar que presidiu o grupo que analisou a cassação do prefeito afastado. No entanto, ele foi solto graças a um habeas corpus concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Simão ficou preso novamente em maio deste ano suspeito de comandar um esquema de corrupção no município e foi alvo de operação do Ministério Público do Amazonas. Após ser considerado foragido, Simão se entregou à polícia na sede do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (DRCO) no dia 29 de maio deste ano.
Ele foi solto no dia 16 de julho após determinação do Juiz Federal Marllon Sousa, que estipulou pagamento de fiança no valor de 80 salários mínimos.
O magistrado determinou que Simão Peixoto use tornozeleira eletrônica e não permitiu o desbloqueio de seus bens, permitindo remuneração mensal de 40 salários mínimos para seu sustento pessoal. O juiz também manteve decisões tomadas anteriormente como o afastamento do mandato.
Redação AM POST*
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






