Assista: Ministros de Lula usam linguagem neutra: ‘todes’
Apesar de parecer inofensiva, a imposição da linguagem neutra por esses grupos traz vários riscos.
Redação AM POST*
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A linguagem neutra foi usada nas posses de pelo menos seis novos ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A construção linguística, rechaçada pela maior parte da população brasileira, é usada para representar pessoas que não se identificam com os gêneros feminino e masculino.
Durante as posses dos ministros Fernando Haddad (Fazenda), Márcio Macêdo (Secretaria-Geral de Governo), Margareth Menezes (Cultura) e de Silvio Almeida (Direitos Humanos e da Cidadania), os cerimonialistas saudaram o público no início e no fim dos eventos com um agradecimento usando a linguagem neutra: “todos, todas e todes”.
Daniela Carneiro, a nova ministra do Turismo apresentou, quando era deputada federal, um projeto de lei na Câmara Federal pedindo que o uso da linguagem neutra fosse vedado em escolas públicas e privadas. Carneiro entende que os novos vocábulos são uma “deturpação da língua portuguesa” e define seu uso como inaceitável.
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Em 2021, o PT pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para barrar um decreto do governo de Santa Catarina que proíbe o uso da chamada “linguagem neutra” em instituições públicas e privadas de ensino e bancas examinadoras de concursos públicos do estado.
A linguagem neutra, defendida por ativistas LGBT e criticada por especialistas, propõe a abolição das terminações que indiquem gênero feminino ou masculino nas palavras, por considerá-las “sexistas” ou “discriminatórias”. Ao invés de usar professor ou professora, por exemplo, defendem o uso de “professore” ou “professor@” ou “professorx”.
Apesar de parecer inofensiva, a imposição da linguagem neutra por esses grupos traz vários riscos. O primeiro, é o comprometimento da língua portuguesa que, como outras línguas de origem latina, possui flexão de gênero. O segundo, é a tentativa de “apagar” os gêneros da sociedade e obrigar a adesão a uma agenda identitária e ideológica.
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