Assista: Vereador Sassá diz que mandou R$ 1 milhão em emenda parlamentar para instituto que não sabe a procedência em Manaus
Segundo o petista, não cabe a ele, enquanto vereador, a função de fiscalizar a aplicação desses recursos e sim o Poder Público.
- Arte: Luiza Araújo/Portal AM POST
O vereador Sassá da Construção Civil (PT) declarou não saber sobre a procedência do Instituto Doctor D, instituição para a qual direcionou R$ 1 milhão em emenda parlamentar, juntamente com outros vereadores que ao todo direcionaram a quantia de R$12 milhões a instituição. Essa declaração foi dada durante uma entrevista à Rede Onda Digital nesta terça-feira (9). A fala do vereador gerou grande repercussão e levantou questionamentos sobre a transparência e fiscalização na alocação de recursos públicos.
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Em abril deste ano, o Comitê Amazonas de Combate à Corrupção (CACC) pediu ao Ministério Público do Amazonas (MP-AM), que promovesse o acompanhamento da liberação e da execução das 20 emendas parlamentares impostas ao Orçamento do Município de Manaus destinadas ao Instituto Amazonense de Assistência Social e Saúde – Doctor D.
A polêmica veio à tona quando o cientista político Carlos Santiago questionou Sassá sobre a decisão de alocar recursos para o Instituto Doctor D, que tem sido alvo de suspeitas. Segundo Santiago, a falta de transparência na escolha de instituições beneficiadas por emendas parlamentares compromete a confiança da população na gestão pública.
“Quando a gente destina emendas, a gente não sabe qual é a procedência, porque, por lei, qualquer um pode receber emenda parlamentar. Como você falou agora aí, sobre a emenda para creche, colégio, reforma, eu mandei dois milhões e setecentos para reforma de creche, colégio,” afirmou o vereador em sua defesa.
A justificativa apresentada por Sassá destaca a suposta necessidade de cirurgias oferecidas pelo Instituto Doctor D para os trabalhadores. “Eu não posso dar cirurgia pra ninguém, mas pelo Instituto eles podem ir lá e fazer. Só que quem tem que fiscalizar esse Instituto tudinho não é só um, não é o Sassá. É o poder público, é a justiça, quem vai ver se é legal ou não,” declarou.
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Segundo Sassá, não cabe a ele, enquanto vereador, a função de fiscalizar a aplicação desses recursos e sim o poder público.
“Eu realmente coloquei R$1 milhão lá [Instituto Doctor D]. […] Eu mando, mas quem tem que fiscalizar não sou eu porque minha parte eu estou fazendo que é o que a lei diz. Quem tem que fiscalizar esse instituto não é o Sassá, é o poder público, é a justiça que vai ver se é legal ou não”, disse o vereador.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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