Bancada do Amazonas fica sem comando de comissões na Câmara em 2026 e perde espaço político
Estado não conquistou presidência de colegiados na Câmara dos Deputados, enquanto Pará e São Paulo ampliaram influência.
- Arte: Luiza Araújo/Portal AM POST
Resumo
Bancada do Amazonas fica sem presidência de comissões na Câmara dos Deputados em 2026, enquanto Pará conquista dois colegiados e São Paulo lidera influência nacional.
Notícias de política – A bancada do Amazonas ficou de fora do comando de todas as comissões permanentes da Câmara dos Deputados em 2026, um dos principais espaços de poder e articulação política do parlamento. A definição das presidências dos colegiados evidenciou a ausência de deputados amazonenses à frente de comissões estratégicas.
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O resultado contrasta com o desempenho de outros estados, especialmente na Região Norte. Entre os sete estados da região, apenas o Pará conseguiu conquistar presidências, com dois deputados assumindo o comando de colegiados considerados relevantes no cenário nacional.
A falta de espaço para o Amazonas nas presidências é vista como uma perda de influência política dentro da Câmara, já que os colegiados têm papel central na tramitação de projetos e no debate de temas importantes.
Pará e São Paulo ampliam influência
Enquanto o Amazonas ficou sem comandar comissões, o Pará se destacou como o único estado da Região Norte a garantir espaço nos colegiados, com dois deputados à frente de comissões.
No cenário nacional, São Paulo liderou o ranking de presidências, ampliando sua influência política no Congresso. O estado ficou com o maior número de comandos, incluindo a presidência da Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais.
A comissão será presidida pela deputada Juliana Cardoso (PT-SP), que tem ascendência da etnia Terena e ocupou a vice-presidência do colegiado por dois anos consecutivos, entre 2024 e 2025.
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Situação diferente no Senado
Apesar da ausência de presidências na Câmara, a bancada do Amazonas mantém posições de destaque no Senado Federal. Os três senadores do estado continuam como líderes de seus respectivos partidos.
O senador Omar Aziz segue como líder do PSD, que possui 13 senadores. Eduardo Braga permanece à frente do MDB, com 10 integrantes, enquanto Plínio Valério continua como líder do PSDB, partido com três senadores.
Além das lideranças partidárias, os três parlamentares também seguem como membros das principais comissões do Senado, como a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
Sem presidências no Senado em 2026
Apesar da presença nas lideranças e nas principais comissões, nenhum dos três senadores do Amazonas estará na presidência de colegiado em 2026.
No Senado, as eleições para o comando das comissões ocorrem a cada dois anos, junto com a eleição da mesa diretora da Casa. O modelo é diferente da Câmara dos Deputados, onde o rodízio nas presidências ocorre anualmente.
Impacto político
A ausência de presidências na Câmara pode reduzir o peso político da bancada amazonense nas discussões nacionais, já que os presidentes de comissões têm papel decisivo na pauta de votações, condução de audiências e definição de prioridades legislativas.
O cenário também evidencia a disputa por espaços estratégicos entre os estados e partidos dentro do Congresso, onde a ocupação de cargos-chave é fundamental para ampliar a influência política e garantir a defesa de interesses regionais.
*Com informações do BNC
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