Bolsonaro diz que desvio de dinheiro público é o que mata as pessoas e Omar Aziz é PHD nisso

Presidente defendeu a realização da Copa América no Brasil e lembrou que a cúpula da CPI da Pandemia é acusada de corrupção.

Redação AM POST

Durante live nesta quinta-feira (3), o presidente Jair Bolsonaro se dirigiu à cúpula da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid no Senado para rebater críticas a sua decisão de trazer a Copa América para o Brasil. Após o governo brasileiro aceitar trazer o torneio de seleções para o país, o senador Renan Calheiros (MDB) já se referiu à Copa América como “campeonato da morte” e à transferência da sede para o Brasil como “suicídio”.

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Na transmissão ao vivo, o mandatário chamou o relator da CPI, Renan Calheiros, de “recordista de inquéritos” no Supremo Tribunal Federal e afirmou que o presidente da Comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), seria um “PhD em desvio” de recursos.

“Renan Calheiros o que mata gente não é quem manda dinheiro para estado, é quem desvio dinheiro de estado e por falar em desvio você tem um PHD do seu lado, fala com o Omar Aziz, ele sabe o que é desvio de recursos lá no estado do Amazonas a polícia federal andou visitando ele e a família dele”, disse o presidente.

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Na live, o presidente sugeriu, ainda, que a comissão teria o poder de convocá-lo se aprovar um requerimento nesse sentido. Mas emendou, na sequência, que não aceitaria comparecer se fosse convidado por “uma figura desqualificada como Renan Calheiros ou Omar Aziz“.

Corrupção no Amazonas
Aziz foi alvo de uma operação do Ministério Público Federal chamada “Maus Caminhos”. Ela foi deflagrada em 2016 e houve uma série de desdobramentos. O objeto principal da investigação é o desvio de cerca de R$ 260 milhões de verbas públicas da saúde por meio de contratos milionários firmado com o governo do estado do Amazonas. A esposa do senador e seus irmãos chegaram a ser presos.

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Omar é investigado porque, quando ele era governador, parte desses contratos foi firmada e um relatório parcial da Polícia Federal, o da Operação Vertex, um desdobramento da Maus Caminhos, cita seu nome 256 vezes em 257 páginas.

Um dos trechos diz que “os indícios da atuação de OMAR AZIZ para a criação e manutenção da organização criminosa formada em torno do Instituto Novos Caminhos são robustos e permeiam toda a investigação”.

Em outro, destaca-se o trecho em que uma colaboradora dos investigadores aponta que o senador recebia propina: “XXXX diz que, após o início das atividades da OS, o valor que deveria ser entregue a OMAR AZIZ era de 500 mil reais. Esse valor era entregue toda vez que a OS ia recebendo do Estado do Amazonas e que os valores eram entregues de forma fracionada. XXXX já realizou entrega de parte do valor destinado a OMAR. AZIZ para funcionários do Senador.”

Os autos chegaram a ser encaminhados para o Supremo Tribunal Federal em razão do fato de Aziz ser senador, mas o novo entendimento da corte sobre foro privilegiado fez com que, em junho de 2018, retornassem ao Amazonas. A investigação contra o senador atualmente está na Justiça Federal do Amazonas.

Ainda não há decisão da Justiça no processo.

O político está com os bens bloqueados e o passaporte retido.