Política

Bolsonaro diz que sua filha de 11 anos não será vacinada contra COVID-19

O  presidente afirmou que espera que o Judiciário não interfira na vacinação de crianças de 5 a 11 anos.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse, nesta segunda-feira (27/12), que sua filha Laura Bolsonaro, de 11 anos, não será vacinada contra a COVID-19.

O presidente afirmou que espera que o Judiciário não interfira na vacinação de crianças de 5 a 11 anos. 

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A imunização dessa faixa etária está sendo discutida porque funcionários da Anvisa sofreram ataques após recomendarem a vacinação. As agressões foram feitas por apoiadores do presidente, que incentivam o movimento “antivax”.

“Estamos conversando com o [ministro da Saúde, Marcelo] Queiroga nesse sentido. Ele, dia 5, deve ditar normas de como é que deve se vacinar crianças. Eu espero que não haja interferência do Judiciário; Espero, porque a minha filha não vai se vacinar — deixar bem claro. Ela tem 11 anos de idade”, disse o presidente ao conversar com a imprensa, em Santa Catarina.

Bolsonaro também voltou a falar que a vacinação de crianças “não se justifica”, pois, segundo ele, o índice de mortes de crianças para a COVID-19 não é grande.

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“Não vêm morrendo crianças que justifique uma vacina nas crianças. Não justifica isso daí. A decisão passa obviamente pelo Ministério da Saúde”, declarou.

No Brasil, 301 crianças morreram em decorrência da doença desde a chegada do coronavírus até o dia 6 de dezembro, o que, em 21 meses de pandemia, significa 14,3 mortes por mês, ou uma a cada dois dias.

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A venda, distribuição e disponibilização da vacina Pfizer contra a COVID-19 para crianças de 5 a 11 anos foram autorizadas pela Anvisa há uma semana. Por isso, o Ministério da Saúde desenvolveu uma consulta pública para que, segundo o órgão, pais e responsáveis opinassem sobre o assunto.

 consulta entrou no ar na noite de quinta-feira (23/12) e, poucas horas depois, já apresentava problemas. Internautas nas redes sociais acusam o ministério de ter formulado as perguntas seguindo o princípio defendido pelo presidente Bolsonaro de não obrigatoriedade da imunização.

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Uma decisão final só será tomada pela pasta no dia 5 de janeiro, após o término da consulta pública que está disponível para participação da população em geral, sendo pessoas físicas ou jurídicas.

Fonte: Estado de Minas