Bolsonaro se declara inocente e critica pedido de condenação por tentativa de golpe
Em coletiva no Senado, ex-presidente classificou como “injustiça” acusação da PGR que o aponta como líder de trama para manter-se no poder após 2022.

Foto: Sérgio Lima/Poder360co
Notícias de Política – O ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a negar envolvimento em tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 e classificou como “injustiça” o pedido de condenação feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Em entrevista concedida nesta quinta-feira (17) no Senado, ele afirmou ser inocente das acusações que pesam contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF).
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A PGR encaminhou ao STF as alegações finais da ação penal que aponta Bolsonaro e mais sete réus por participação em uma articulação para desestabilizar o resultado eleitoral e permanecer no comando do país, mesmo após a derrota nas urnas. O ex-presidente responde a cinco crimes, com penas que podem ultrapassar 40 anos de prisão.
“É um absurdo, não tem cabimento. Não tem nada que me vincule a esses dados. Sempre joguei dentro das quatro linhas. […] Uma injustiça”, afirmou Bolsonaro durante a coletiva. Ele também expressou surpresa em relação ao procurador-geral Paulo Gonet, a quem disse respeitar.
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“Que golpe é esse que o Mossad [serviço secreto de Israel] não está sabendo? Não tenho nada a ver com o 8 de Janeiro, não houve tentativa de golpe. Sou inocente”, reiterou.
A denúncia da PGR sustenta que Bolsonaro teria utilizado a máquina pública, órgãos governamentais e setores das Forças Armadas para fomentar ataques ao sistema eleitoral e manter-se no poder. Documentos e gravações, segundo a acusação, mostram o ex-presidente como principal articulador e beneficiário da trama.
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Além de Bolsonaro, a ação envolve ex-ministros, militares e ex-integrantes do governo, entre eles Mauro Cid, tenente-coronel e delator do caso, Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), e Walter Braga Netto, candidato a vice na chapa de Bolsonaro em 2022.
O ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, estabeleceu prazos para as defesas apresentarem suas manifestações, começando pelo tenente-coronel Mauro Cid.
A defesa de Bolsonaro e dos demais réus terá agora a última oportunidade para responder às acusações antes da decisão final do STF sobre o caso.
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