Brasil assume G20 com foco em fome, clima e governança global
Mandato terá duração de um ano.
- Foto: Marcelo Camargo
O Brasil assume hoje, pela primeira vez em sua história, a presidência do G20, grupo composto pelas 19 maiores economias do mundo, além da União Europeia e da União Africana. O mandato, que se estende até 30 de novembro de 2024, destaca-se como uma oportunidade para o país influenciar as políticas globais em temas cruciais.
PUBLICIDADE
Criado em 1999 após uma grave crise financeira internacional, o G20 representa cerca de 85% do PIB mundial, 75% do comércio internacional e abrange dois terços da população global. O Brasil, integrante do grupo desde seu início, terá a responsabilidade de liderar as discussões e decisões do G20, com o suporte da Índia, última ocupante da presidência, e da África do Sul, que assumirá o mandato em 2025, formando o sistema conhecido como “troika.”
A partir de hoje, o site oficial e as redes sociais do G20 passam a ser administrados pelo governo brasileiro, disponíveis em três idiomas: português, inglês e espanhol. Essas plataformas fornecerão informações sobre o grupo, sua história, grupos de trabalho, forças-tarefa e outras iniciativas vinculadas à presidência brasileira do G20.
Uma campanha de mídia nos aeroportos de Guarulhos, Galeão e Juscelino Kubitschek, e uma projeção no Museu da República, em Brasília, marcarão o início do mandato brasileiro. O governo também lançou o e-book “Brasil na presidência do G20,” esclarecendo as responsabilidades do país à frente do grupo.
Três Eixos Prioritários para o Mandato Brasileiro
PUBLICIDADE
Desde o início, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva definiu três eixos prioritários para sua presidência no G20: inclusão social e combate à desigualdade, fome e pobreza; enfrentamento das mudanças climáticas e promoção do desenvolvimento sustentável; e defesa da reforma das instituições de governança global.
Em vídeo divulgado nas redes sociais do G20, Lula enfatizou a necessidade de combater a desigualdade e a fome, destacando que é inaceitável que recursos estejam concentrados nas mãos de poucos enquanto muitos não têm o mínimo necessário para subsistência.
O enfrentamento das mudanças climáticas também é uma prioridade, com Lula reiterando o compromisso do Brasil em convencer os países ricos da urgência em enfrentar a crise climática. Ele defendeu compensações financeiras para países menos desenvolvidos que emitem menos poluentes.
Por fim, o presidente brasileiro destacou a importância de engajar o G20 na luta por uma nova governança global, argumentando que organizações financeiras precisam se adaptar às mudanças estruturais do século 21.
O Brasil enfrentará desafios políticos e logísticos significativos, organizando mais de 100 reuniões oficiais em várias cidades ao longo do mandato. A culminância será a 19ª Cúpula de chefes de Estado e governo do G20, em novembro de 2024, no Rio de Janeiro. Lula orientou a diplomacia a integrar as duas trilhas que orientam o trabalho do G20, visando uma abordagem integrada e eficiente.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






