Candidato do Psol, Jones Manoel evita condenar crimes de cunho sexual atribuídos ao Hamas
Pré-candidato à Câmara dos Deputados por Pernambuco reafirmou apoio à palestina, mas não respondeu sobre acusações de violência sexual.
- O pré-candidato do PSOL à Câmara por Pernambuco, Jones Manoel, participou do podcast “Fala Ordinário” e foi questionado pelo vereador do Recife Eduardo Moura (Novo) sobre denúncias de estupros e outros crimes sexuais atribuídos ao Hamas nos ataques de 7 de outubro de 2023.
- Foi exibido um trecho do depoimento de Ilana Gritzewsky (ex-refém em Gaza), que relatou violência sexual durante seu cativeiro, e então Moura cobrou uma posição direta de Manoel.
- Jones Manoel afirmou apoiar “todas as formas de resistência” do povo palestino, mas não respondeu de forma explícita se condenava os estupros e demais crimes mencionados no debate.
- Eduardo Moura disse que Manoel teve a oportunidade de condenar os crimes e pretende avaliar medidas para responsabilizá-lo; paralelamente, investigações internacionais da ONU indicam fundamentos razoáveis para acreditar que houve violência sexual durante os ataques.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: reprodução
Notícias do Brasil – O pré-candidato do PSOL à Câmara dos Deputados por Pernambuco, Jones Manoel, participou do podcast Fala Ordinário, onde foi questionado pelo vereador do Recife Eduardo Moura (Novo) sobre denúncias de estupros e outros crimes sexuais atribuídos ao Hamas durante os ataques de 7 de outubro de 2023 contra Israel.
Antes da pergunta, foi exibido um trecho do depoimento de Ilana Gritzewsky, ex-refém israelense sequestrada no kibutz Nir Oz e mantida em cativeiro na Faixa de Gaza por 55 dias. Em relato apresentado ao Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), ela afirmou ter sido vítima de violência sexual e agressões durante o período em que esteve sob o controle dos sequestradores.
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Após a exibição do vídeo, Eduardo Moura questionou diretamente Jones Manoel sobre os relatos apresentados.
Como Jones Manoel respondeu
Ao responder, Jones Manoel reafirmou seu apoio à causa palestina e declarou:
“A gente apoia todas as formas de resistência do povo palestino. Eu não sou sommelier de resistência, não. A forma que o povo palestino quiser lutar pela sua libertação, ele luta. A gente apoia a luta palestina pela libertação.”
Mesmo após novas perguntas, o pré-candidato não respondeu diretamente se condenava os estupros e demais crimes sexuais mencionados durante o debate, mantendo a defesa do direito de resistência do povo palestino.
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Qual foi a reação do vereador Eduardo Moura
Após a resposta, Eduardo Moura afirmou que Jones Manoel teve a oportunidade de condenar os crimes relatados, mas optou por não fazê-lo.
Segundo o vereador:
“Ele foi questionado diretamente sobre o estupro de mulheres e teve a oportunidade de condenar esses crimes. Não condenou. Preferiu dizer que apoia todas as formas de resistência.”
Ao final da discussão, Moura afirmou que pretende analisar possíveis medidas para responsabilizar o adversário pelas declarações feitas durante o programa.
O que dizem as investigações internacionais sobre os ataques de 7 de outubro
As acusações de violência sexual durante os ataques de 7 de outubro de 2023 são objeto de investigações internacionais.
Uma missão da representante especial da ONU para violência sexual em conflitos concluiu haver fundamentos razoáveis para acreditar que ocorreram estupros e estupros coletivos em diferentes localidades do sul de Israel durante os ataques. O relatório também apontou informações consideradas “claras e convincentes” sobre violência sexual praticada contra alguns reféns mantidos na Faixa de Gaza.
As investigações seguem em andamento, e organismos internacionais continuam apurando as denúncias relacionadas ao conflito.
O episódio ocorre em meio ao debate político sobre o conflito entre Israel e Hamas, tema que tem provocado manifestações de diferentes lideranças políticas brasileiras. Enquanto alguns parlamentares defendem o direito de resistência do povo palestino, outros cobram a condenação explícita dos crimes atribuídos ao Hamas, especialmente as denúncias de violência sexual investigadas por organismos internacionais.
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