Carlos Almeida subestima imprensa em coletiva com poucas explicações e sem espaço para perguntas

A coletiva durou cerca de 16 minutos, tempo em que Carlos Almeida se limitou a ler um texto pobre de informações concretas sobre as denúncias.


Redação AM POST

Após ser o principal alvo da segunda fase da Operação Sangria, o vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida (PTB), convocou uma coletiva de imprensa no início da tarde desta quarta-feira (28), para apresentar sua versão sobre o caso mas acabou não esclarecendo muita coisa. Os jornalistas que foram ao local não tiveram seus questionamentos respondidos e tiveram que se contentar com o que o político se limitou a dizer.

A coletiva durou cerca de 16 minutos, tempo em que Carlos Almeida leu um texto pobre de informações concretas sobre as denúncias de seu envolvimento na compra super faturada de ventiladores de uma loja de vinhos durante a pandemia. Depois disso ele não deu espaço para os jornalistas fazerem perguntas e foi embora.

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Durante o pronunciamento, Carlos falou sobre sua saída da Casa Civil e afirmou que desde sua exoneração, não utiliza as dependências do local para reuniões.

“De abril de maio 2020 fui Secretário da Casa Civil, exercendo articulação dela exigida com parlamentares, prefeitos, instituições e poderes públicos, como também exerci as funções de secretário de governo inerente àquele pasta, a exigir interlocução com as demais secretarias do Executivo”, relatou.

“O exercício de minhas atividades exigia contato permanente com integrantes de todas as secretarias do estado mas, nem por isso, houve qualquer intromissão em assuntos de cada pasta”, finalizou.

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Após ser acusado de repasse de propina em vídeos divulgados no Jornal Nacional, Carlos disse ser edição de imagem onde ele aparece segurando uma bolsa na qual teria guardado o dinheiro.

“As imagens foram editadas para insinuar que se referem ao mesmo dia, embora tenha acontecido em ocasiões diferentes”, disse. “Ao contrário do que se insinua, nunca usei o escritório do edifício Fórum Business para encontros ilícitos”, completou.

“Há pelo menos oito anos controlo minha alimentação, e ando com uma lancheira diariamente. A mesma lancheira aparece em imagens relativas a diversos momentos de minha atuação profissional”, explicou.

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O vice-governador terminou a coletiva afirmando esperar os esclarecimentos sobre o caso. “Confio na justiça, e como todo amazonense, espero que a verdade sobre os fatos seja esclarecida e os culpados sejam identificados e devidamente responsabilizados”, finalizou.