Com avanço da direita no radar, PT avalia lançar Haddad ao Senado por São Paulo
Ministro da Fazenda é visto como nome estratégico para impedir que bolsonaristas conquistem as duas vagas paulistas na eleição de 2026.

(Fonte: Agência Brasil)
Notícias de Política – Diante do fortalecimento da direita nas articulações eleitorais para o Senado em 2026, setores do PT têm discutido a possibilidade de lançar o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como candidato a uma das duas vagas por São Paulo. A movimentação visa frear uma eventual vitória dupla do campo bolsonarista no estado.
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Haddad é considerado um nome de forte apelo popular, tendo sido prefeito da capital paulista e adversário direto do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) no segundo turno de 2022. A avaliação interna no PT é de que sua candidatura ao Senado garantiria um enfrentamento competitivo contra figuras como o secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite (PP), e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), ambos cotados para a disputa.
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A preocupação com o crescimento da base bolsonarista no Congresso tem sido compartilhada pelo presidente Lula. Interlocutores do governo indicam que o petista teme a formação de uma maioria conservadora no Senado — cenário que ampliaria a capacidade da oposição de pressionar o STF e outras instituições, como o próprio presidente Jair Bolsonaro já sugeriu em recentes manifestações públicas.
Nos bastidores, dois caminhos estão em debate entre os petistas. O primeiro envolveria a candidatura de Haddad ao governo paulista, com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) concorrendo ao Senado. O segundo cenário, mais provável no momento, colocaria Haddad na corrida senatorial e deixaria a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes nas mãos de Márcio França (PSB), atual ministro do Empreendedorismo.
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A segunda opção, no entanto, desperta dúvidas quanto à força da campanha estadual do PT. Parte da legenda avalia que França teria menor apelo eleitoral, o que poderia enfraquecer o palanque de Lula em um eventual segundo turno em São Paulo.
Enquanto os nomes da esquerda seguem em construção, o campo bolsonarista se articula. Além de Derrite e Eduardo Bolsonaro, figuram como possíveis candidatos ao Senado o ex-ministro Ricardo Salles (Novo) e o deputado Marco Feliciano (PL).
As discussões internas no PT devem se intensificar após as eleições partidárias marcadas para este fim de semana, quando serão definidos os novos presidentes e diretórios municipais e estaduais da legenda. O processo será determinante para os rumos da chapa petista em São Paulo nas eleições de 2026.
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