Comandado por Moraes, TSE ‘arma circo’ e convida jornalistas estrangeiros para julgamento de Bolsonaro
O convite por parte de um órgão público brasileiro é bastante incomum, apontam correspondentes estrangeiros.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), comandado pelo ministro Alexandre de Moraes, convidou correspondentes estrangeiros para o julgamento marcado para esta quinta-feira (22) de Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) 0600814-85, a pede a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro e Braga Netto, candidatos a presidente e vice-presidente da República nas eleições de 2022. A informação é do site Revista Oeste.
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De acordo com reportagem, uma série de e-mails foram enviados à Associação dos Correspondentes Estrangeiros, pela a assessoria de imprensa do TSE. O convite por parte de um órgão público brasileiro é bastante incomum.
“Normalmente são os jornalistas que manifestam interesse em participar de algum julgamento, entrando em contato com a assessoria. Não vice-versa. Ao longo de minha carreira, nunca vi um tribunal chamando público para assistir a um processo”, disse uma correspondente estrangeira sênior sediada em São Paulo.
Em resposta o TSE disse que apenas pediu o compartilhamento de informações sobre o credenciamento para a cobertura do julgamento.
“Apenas solicitou aos colegas profissionais da imprensa, nacional e estrangeira, que compartilhassem as informações sobre o credenciamento para a cobertura do julgamento, a fim de que o assunto chegasse ao maior número de jornalistas possível, evitando pedidos de cadastro em cima da hora ou mesmo após o fim do prazo”, diz nota.
No processo, o Ministério Público Eleitoral (MPE) defendeu a inelegibilidade de Bolsonaro. De acordo com o vice-procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet, houve abuso de poder por parte do ex-presidente. Magistrado acusou Bolsonaro de uso dos recursos do Estado para propagar supostas informações falsas sobre as eleições.
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