Política

Condenados por improbidade, Glória Carrate e marido tentam reverter decisão para não devolver R$ 3,2 milhões aos cofres públicos

Glória já tentou convencer a Justiça de que não cometeu ilegalidade, por meio de vários instrumentos jurídicos.


Redação AM POST

A vereadora Glória Carrate (PL), que em fevereiro de 2021 foi condenada juntamente com o marido dela, o ex-deputado estadual Miguel Carrate e o ex-secretário de Saúde do Amazonas Francisco Deodato Guimarães, a devolver cerca de R$ 3,2 milhões aos cofres públicos por enriquecimento ilícito, tenta convencer a Justiça de que não houve fraudes ou ação de má-fé por sua parte, e, por esse motivo, não precisa devolver a quantia aos cofres públicos.

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Para a Justiça, ficou comprovado que Glória e Miguel Carratte usaram ilegalmente servidores públicos pagos com dinheiro da Câmara e da Assembleia Legislativa para trabalhar na Casa de Saúde Santa Clara e na Casa de Saúde Associada da Compensa, que pertencem ao casal. A irregularidade foi descoberta por meio de uma Reclamação Trabalhista, na qual um ex-funcionário relatou os atos, sendo confirmado por mais outros ex-funcionários do médico e da vereadora.

Francisco Deodato Guimarães, também condenado, atuou na gestão de Amazonino Mendes, em 2017.

O casal terá que devolver R$ 1,6 milhão referente ao Convênio nº 31/1999 e R$ 1,5 milhão referente ao Convênio nº 19/2000. Pela soma, o total a ser devolvido aos cofres públicos é de R$ 3,2 milhões.

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Glória Carrate tenta, ainda, sustentar que o processo prescreveu (envelheceu) e por meio da alegação, não ser obrigada a devolver o montante estabelecido pela decisão da Justiça.

Em meados de julho do ano passado, foi publicada uma nova decisão, negando um recurso apresentado pela vereadora, por meio da sua assessoria jurídica, contra a decisão original. Glória já tentou convencer a Justiça de que não cometeu ilegalidade, por meio de vários instrumentos jurídicos, como apelação e embargos de declaração (os dois são recursos).

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A última vez em que houve movimentação no processo foi dia 1° de fevereiro deste ano, que mostra que ele foi distribuído por sorteio ao desembargador Flávio Pascarelli. No mesmo dia, antes de ser distribuído, foi concluso ao relator.

PROCESSO GLÓRIA CARRATE – CLIQUE AQUI

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*Com informações do AM1