Confederação israelita rebate de Lula sobre genocídio: “É uma acusação falsa”
Na mesma entrevista, Lula não poupou críticas ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a quem chamou de “extremista”.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A tensão no Oriente Médio reverberou no Brasil após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva emitir declarações controversas equiparando as ações de Israel às do grupo terrorista Hamas. A Confederação Israelita do Brasil (Conib) respondeu de maneira contundente às afirmações do ex-presidente, expressando profundo lamento e classificando a acusação de genocídio como falsa e gravemente séria.
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Em uma entrevista à Al Jazeera, Lula afirmou que as respostas israelenses são “ainda mais sérias” do que os atos do Hamas, acrescentando que a ofensiva israelense é um “genocídio”. A Conib, em nota oficial, rejeitou veementemente essas comparações, destacando a gravidade das declarações vindo do ex-chefe de Estado brasileiro.
“A Conib lamenta profundamente declarações do presidente Lula comparando as ações de defesa de Israel a genocídio. É uma acusação falsa que, vinda do presidente da República, ganha dimensões ainda mais graves”, ressaltou a nota.
A entidade também fez um apelo à serenidade e equilíbrio das autoridades em um momento tenso, marcado pelo aumento das manifestações antissemitas no Brasil e no mundo.
Na mesma entrevista, Lula não poupou críticas ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a quem chamou de “extremista” e acusou de falta de sensibilidade humana. Ele reiterou a caracterização da guerra de Israel contra o grupo terrorista como um “genocídio”, enfatizando as vítimas civis, especialmente crianças e mulheres.
As declarações do ex-presidente geraram reações polarizadas na sociedade brasileira, refletindo a complexidade e a sensibilidade do conflito no Oriente Médio. Enquanto alguns apoiam as críticas de Lula à ação israelense, outros condenam suas palavras por considerá-las excessivas e potencialmente inflamatórias.
Redação AM POST
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