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Coronel Rosses confirma conivência de parlamentares do PL com Omar Aziz: “não vejo motivos para atacá-lo”

Declaração de Coronel Rosses contrasta com o discurso adotado por lideranças bolsonaristas.

Por Natan AMPOST

11/07/2026 às 14:15 - Atualizado em 13/07/2026 às 22:22

  • O vereador Coronel Rosses (PL) disse não ver motivos para a bancada do PL atacar o senador Omar Aziz (PSD), pré-candidato ao governo em 2026.
  • Rosses justificou que Omar não estaria atacando o grupo no momento, defendendo que a prioridade seria criticar quem causa prejuízo à população.
  • A fala foi apontada como contraditória porque Omar é aliado do presidente Lula (PT), é lembrado negativamente por sua oposição a Bolsonaro e lidera as pesquisas contra Maria do Carmo (PL), pré-candidata do próprio partido.

Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

Notícias de política – O vereador de Manaus Coronel Rosses (PL) afirmou que não vê razões para atacar o senador Omar Aziz (PSD), pré-candidato ao Governo do Amazonas nas eleições de 2026. A declaração foi dada durante participação no Arena Política Podcast e chamou atenção por ocorrer em meio à disputa eleitoral que coloca Omar como um dos principais adversários da pré-candidata do PL ao governo, Maria do Carmo Seffair.

Nas últimas semanas, ganharam força nos bastidores políticos comentários sobre um certa conivência entre parlamentares do Partido Liberal e Omar Aziz. A percepção surgiu porque os políticos da direita local, entre eles Rosses e o vereador Sargento Salazar, têm concentrado críticas em outros adversários políticos, sem direcionar ataques ao senador.

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Eles ficam criando uma narrativa: ‘Por que não bate no Omar?’. Para quê? O senador Omar já nos atacou, paga portal para ficar batendo na gente. Então, eu não tenho por quê. Tenho certeza de que esse é o mesmo pensamento dos vereadores Salazar, Capitão Carpê e de todos que estão nesse posicionamento. Hoje, nós temos que atacar quem faz mal à população. Eu não vejo motivos para que isso (atacar Omar Aziz) aconteça neste momento“, declarou Rosses.

O posicionamento, segundo o vereador, é compartilhado por outros nomes de peso da direita local, como o vereador Salazar e o Capitão Carpê. No entanto, a declaração gerou forte incoerência com a linha ideológica defendida pelo próprio partido.

Leia mais: Aliados? Salazar poupa Omar Aziz e ataca Cidade, Wilson e David em vídeos nas redes sociais

Onde o discurso do Coronel Rosses entra em contradição com a direita local?

A fala do parlamentar colide diretamente com as expectativas do eleitorado de direita e bolsonarista de Manaus por três pontos centrais:

  • Aliança com o PT: Omar Aziz é aliado de primeira linha do presidente Lula e subirá no palanque petista no Amazonas em 2026, justamente a força política que o PL busca combater no pleito deste ano.

  • Histórico com Bolsonaro: O senador foi um dos principais opositores do ex-presidente Jair Bolsonaro, liderando a CPI da Covid, fato que a militância local não esquece.

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  • Passado Político: Eleitores da direita frequentemente relembram os desdobramentos da Operação Maus Caminhos, que apurou o desvio de mais de R$ 112 milhões da saúde pública do Amazonas. Embora o senador reitere que nunca foi denunciado, julgado ou condenado criminalmente no caso, a operação impactou diretamente seu círculo familiar e político.

Como a conivência com Omar Aziz afeta a pré-candidatura de Maria do Carmo?

A incoerência do “cessar-fogo” também se reflete no cenário eleitoral estratégico para 2026. Maria do Carmo, pré-candidata ao Governo do Amazonas pelo PL e apoiada publicamente por Rosses, tem em Omar Aziz o seu maior obstáculo.

Atualmente, o senador aparece em primeiro lugar nas pesquisas eleitorais de intenção de voto no estado. Ao poupar o líder das pesquisas, a bancada do PL adota uma postura que pode sufocar o crescimento da própria correligionária, ameaçando a viabilidade da direita na disputa pelo governo estadual.

Para o eleitor bolsonarista de Manaus, o recuo do PL diante de Omar Aziz soa como um pragmatismo político que ignora a realidade das ruas. Enquanto as redes sociais dos vereadores de direita focam em críticas diárias à esquerda nacional, o “conchavo local” com o principal cacique governista do Amazonas expõe uma fragilidade discursiva. Em ano pré-eleitoral, poupar quem lidera as pesquisas contra o seu próprio partido é um movimento arriscado que confunde a base e pode cobrar um preço alto nas urnas locais.

 

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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