CPI das ONGs: Parlamentares querem prestação de contas pelo Banco Central
Comissão quer averiguar recursos recebidos a partir do exterior desde 2022 e deverá ser pauta na terça-feira (26).
- Edilson Rodrigues/Agência Senado
Amazonas –
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a atuação das organizações não governamentais (ONGs) na Amazônia retomará suas atividades na próxima terça-feira (26). Durante essa sessão, está prevista a votação de um requerimento para obter informações do Banco Central do Brasil sobre os recursos recebidos do exterior pelas seguintes entidades: Fundação Amazônia Sustentável, Instituto de Conservação Ambiental (TNC Brasil), Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, Fundo Brasileiro para Biodiversidade, Centro de Trabalho Indigenista, Instituto de Pesquisas Ecológicas, Instituto Socioambiental, Fundação Vitória Amazônia e Fundação Almerinda Malaquias. As informações devem abranger o período de 2002 até o presente.
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O senador Plínio Valério, autor do requerimento, argumenta que uma das finalidades da CPI é investigar a origem e a utilização dos recursos estrangeiros por organizações do terceiro setor na Amazônia.
Além disso, a pauta da CPI inclui audiências com Bruce Albert, antropólogo francês e fundador da ONG Comissão Pró-Yanomami, e Ana Toni, secretária de mudança do clima do Ministério do Meio Ambiente (MMA). A presença de Ana Toni é baseada em sua participação no conselho deliberativo da ONG Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e visa investigar possíveis conflitos de interesse e sua nomeação para o cargo público que ocupa.
Por sua vez, a convocação de Bruce Albert se deve ao fato de que a ONG Comissão Pró-Yanomami atua nas terras yanomami desde 1978, e ele é considerado um conhecedor das ações das ONGs na região. Sua audiência visa aprofundar a compreensão sobre o funcionamento dessas entidades na área.
A CPI busca lançar luz sobre as atividades das ONGs na Amazônia e examinar a origem e o uso de recursos estrangeiros em suas operações.
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