CPI do Crime Organizado será instalada sem participação de senadores do Amazonas
O colegiado terá 120 dias para investigar o avanço das facções criminosas e milícias em todo o país.
- Senadores do Amazonas – Arte: Luiza Araújo/Portal AM POST
Notícias de política – A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado será oficialmente instalada nesta terça-feira (4), às 11h, no Senado Federal. O colegiado terá 120 dias para investigar o avanço das facções criminosas e milícias em todo o país, com foco nas conexões entre o tráfico de drogas, o poder público e a lavagem de dinheiro.
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Apesar de o Amazonas ser um dos estados mais afetados pela expansão do crime organizado, nenhum dos três senadores da bancada amazonense — Omar Aziz (PSD), Eduardo Braga (MDB) e Plínio Valério (PSDB) — integrará a comissão. A ausência chama atenção, especialmente diante das recentes operações policiais e da escalada da violência ligada a facções na região Norte.
A criação da CPI foi proposta pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que defende uma apuração profunda sobre o fortalecimento das facções em várias regiões do país. Segundo ele, o crime organizado se expandiu devido ao “abandono do poder público”.
O colegiado contará com R$ 30 mil de orçamento e será composto por senadores como Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Sergio Moro (União-PR), Magno Malta (PL-ES), Jaques Wagner (PT-BA) e Otto Alencar (PSD-BA). Entre os suplentes estão Fabiano Contarato (PT-ES) e Eduardo Girão (Novo-CE).
A instalação da CPI ocorre poucos dias após a megaoperação policial nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, que resultou em 121 mortos. O episódio reacendeu o debate sobre o avanço das facções e a necessidade de uma resposta institucional.
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Para o Amazonas, a ausência de representação na comissão é vista como um retrocesso. O estado enfrenta uma das situações mais críticas do país, com a hegemonia do Comando Vermelho e o aumento de homicídios ligados a disputas por território. Mesmo assim, o tema será discutido no Senado sem vozes diretas da bancada amazonense.
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