CPMI do INSS pauta quebra de sigilo da Zema Financeira e convocação de Romeu Zema
Instalada em agosto, a CPMI do INSS encerra neste fim de ano sua primeira etapa, dedicada a investigar descontos associativos indevido.
- Agência Brasil
Notícias de Política – A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS incluiu na pauta desta quinta-feira (4/12) dois requerimentos que prometem elevar ainda mais a temperatura das discussões: a convocação do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e a quebra de sigilo financeiro e bancário da Zema Financeira, empresa ligada à família do político.
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Os pedidos foram apresentados pelo deputado federal Rogério Correia (PT-MG), adversário político de Zema e conhecido crítico da gestão do governador. O parlamentar justificou que a Zema Financeira atua na oferta de empréstimos consignados a segurados do INSS, com desconto direto na folha de pagamento. Entretanto, o petista não apontou indícios diretos de fraude ou irregularidades, limitando-se a destacar que a empresa foi beneficiada pela Medida Provisória nº 1.106/2022, do governo Bolsonaro — posteriormente convertida na Lei nº 14.431/2022 — que ampliou a possibilidade de consignações para famílias atendidas pelo então Programa Auxílio Brasil.
A Zema Financeira, segundo o documento, foi uma das poucas instituições autorizadas pelo Banco Central a oferecer crédito com descontos de até 40% diretamente do benefício financeiro repassado pelo governo a famílias vulneráveis.
Clima tenso antes da última reunião do ano
A reunião desta quinta-feira deve ser a última da CPMI em 2025 e já chega com um cenário de forte polarização. Além de Zema, o colegiado também pautou:
Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master;
Leila Pereira, presidente do Palmeiras;
Jorge Messias, ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU) e indicado por Lula ao STF.
Na reunião da semana passada, o clima esquentou entre Rogério Correia e o deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS). Van Hattem chegou a dizer que votaria a favor da convocação de Zema caso a base governista deixasse de blindar a ida de Jorge Messias à comissão — reforçando o uso político da CPMI às vésperas do ano eleitoral de 2026.
Messias, por sua vez, é alvo de críticas da oposição, que o acusa de omissão diante do escândalo dos descontos indevidos em benefícios do INSS. Sua convocação se tornou ponto central da disputa entre governistas e oposicionistas.
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CPMI entra em nova fase mirando consignados
Instalada em agosto, a CPMI do INSS encerra neste fim de ano sua primeira etapa, dedicada a investigar descontos associativos indevidos. Agora, o colegiado pretende aprofundar as investigações sobre empréstimos consignados, que explodiram nos últimos anos. Dezenas de bancos e correspondentes bancários estão na mira da comissão.
Levantamento divulgado pelo Metrópoles mostrou que o volume de consignados chegou a R$ 466 bilhões, acompanhado de um aumento expressivo de reclamações de aposentados que afirmam ter sofrido descontos não autorizados.
A sessão desta quinta promete ser uma das mais tumultuadas do colegiado — e pode abrir mais um capítulo da disputa política entre aliados de Lula e apoiadores de Romeu Zema, que desponta como um dos nomes da oposição para 2026.
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