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Cunha tem habeas corpus negado por STJ e segue em Bangu 8

O ex-deputado foi condenado a 15 anos e quatro meses de prisão por recebimento de propina para a liberação de recursos da Caixa.

  • Por AM POST

  • 29/11/2019 às 11:07

  • Leitura em cinco minutos

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou recurso de habeas corpus que buscava a liberdade do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ). A decisão foi dada pela Sexta Turma do STJ, na terça-feira.

Desde maio passado, o ex-deputado está no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, o Bangu 8, no Complexo de Cericinó, na Zona Oeste do Rio. Lá, ele cumpre parte da pena de 15 anos e quatro meses de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, no âmbito da Operação Sepsis, que apurou o recebimento de propina para a liberação de recursos da Caixa. 

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De acordo com as investigações, Cunha era um dos líderes de organização criminosa que se estabeleceu na Caixa e recebia propina para a liberação de financiamentos com recursos do FGTS. Um desses episódios teria ocorrido com as obras do Porto Maravilha, no Rio.

No recurso feito no STJ, em 2017, a defesa de Cunha alegou excesso de prazo da medida cautelar e ausência de contemporaneidade entre a prisão preventiva do ex-deputado, ocorrida em 2017, e os fatos investigados na operação, que teriam acontecido entre 2011 e 2014.

Ao negar o o habeas corpus, o relator do caso, o ministro Rogerio Schietti Cruz, afirmou que Cunha ocupava “posição de liderança na organização criminosa”.

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“Da mesma forma, não se percebe ausência de contemporaneidade nos fundamentos descritos. Isso porque, embora os fatos apurados na ação penal objeto deste recurso remontem aos anos de 2011 a 2014, foram apontados outros elementos supervenientes – como os demais procedimentos criminais instaurados em desfavor do réu e a possibilidade de movimentação de contas ainda não identificadas no exterior – para demonstrar o periculum libertatis”, disse o relator.

O deputado Eduardo Bolsonaro (SP) saiu em defesa da esposa, a psicóloga Heloísa Bolsonaro, nesta quinta-feira (29). após a repercussão de uma declaração dada no Instagram, em que afirmou passar “perrengue” com o salário de R$ 33 mil do parlamentar.

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Em uma sequência de mensagens em sua conta do Twitter, Eduardo Bolsonaro afirmou que a imprensa quer “desviar a atenção das coisas boas” realizadas pelo governo. “Jornalistas atraírem a atenção para qualquer coisa que minha esposa Heloísa fale apenas confirma o que já disse: o governo não tem problema de comunicação, qualquer feito positivo será solenemente ignorado”, escreveu.

“E qualquer faísca de oportunidade para se desviar a atenção das coisas boas realizadas será amplamente divulgado. Isto ocorre agora com a falsa divulgação de que Heloísa reclamou do meu salário de deputado. É claro que ela não o acha pouco”, afirmou o filho do presidente.

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E qualquer faísca de oportunidade para se desviar a atenção das coisas boas realizadas será amplamente divulgado.

Isto ocorre agora com a falsa divulgação de que Heloísa reclamou do meu salário de deputado. É claro que ela não o acha pouco.

Eduardo disse ainda que a “censura” é o objetivo dos jornalistas e afirmou que Heloísa parou de trabalhar como psicóloga e coach após uma matéria da Revista Época sobre suas consultas. “Ela, que já fazia apenas atendimentos virtuais e não mais presenciais por motivos de segurança, após a matéria da Época simplesmente não encontrou mais clima para atender seus clientes, pois sempre pesava sobre si a desconfiança de qualquer deles ser um ‘jornalista’ disfarçado”.

“Nada é por acaso. A extrema imprensa tem ódio de nós Bolsonaros e fará de tudo para nos prejudicar, até mesmo atacar uma mulher que não está no jogo político, que sequer é empregada de algum agente do governo, mas que cometeu o crime de ter Bolsonaro no nome”, completou.

Assim, Heloísa tenta aproveitar o engajamento de seu instagram para trabalhar com publicidade nele. Esse foi seu pecado. Anunciado seu contato para divulgações em seu instagram ontem, hoje veio essa matéria de “Heloísa diz passar perrengue com salário do marido”.

Nos vídeos feitos no Instagram, Heloísa Bolsonaro afirmou que economiza quando vai aos Estados Unidos e não anda de iate, barco e jatinho “à toa”. “A gente passa muito perrengue também. Quando a gente vai pros Estados Unidos, economiza. A gente foi pro Havaí, mas nosso almoço era US$ 2 ou US$ 3, no mercadinho… ficava até mais magrinha, maravilha”, declarou.

O filho do presidente ganha R$ 33.763 por mês, além de auxílio-moradia ou apartamento de graça para morar, verba de mais de R$ 30 mil por mês para gastar com alimentação, aluguel de veículo e escritório e ressarcimento de gastos médicos.

Fonte: O Dia

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