“Quem prevaricou foi Omar Aziz, que me enviou mensagem da operação”, diz David Almeida
Após ser acusado de prevaricação, o prefeito afirma que foi o senador quem apresentou informações da operação a ele e questiona origem dos dados.
- Foto: Reprodução
Resumo
Prefeito de Manaus e pré-candidato ao Governo do Amazonas, David Almeida rebate acusação de Omar Aziz sobre suposta prevaricação relacionada à Operação Erga Omnes e afirma que senador teria mostrado detalhes da investigação antes da deflagração.
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Notícias de política – O prefeito de Manaus e pré-candidato ao Governo do Amazonas, David Almeida (Avante), rebateu nesta sexta-feira (27) declarações do senador Omar Aziz (PSD/AM), que também é pré-candidato ao cargo, sobre suposta prevaricação relacionada à Operação Erga Omnes.
Aziz afirmou, durante coletiva de imprensa no lançamento do Plano Estratégico de Desenvolvimento – Eixo 01, que o prefeito teria tido conhecimento prévio da operação em outubro do ano passado e não teria denunciado o fato. Em resposta, Almeida negou irregularidade e atribuiu ao próprio senador a iniciativa de apresentar informações sobre a investigação.
“Não, quem prevaricou foi ele. Ele que me mostrou a operação. Ele falou isso? Agora eu vou para cima dele”, declarou o prefeito durante entrevista a uma emissora local.
Prefeito questiona origem das informações
Na mesma entrevista, Almeida afirmou que recebeu detalhes da operação diretamente do senador e questionou como ele teria obtido os dados.
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“Quem prevaricou foi quem estava com a operação e encaminhou para o meu celular. Ele se comprometeu, agora quero saber de onde ele conseguiu essa operação”, disse.
A Operação Erga Omnes foi deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas para investigar a atuação do chamado “núcleo político” do Comando Vermelho no estado. Na ação a chefe de gabinete do prefeito, Anabela Cardoso, foi presa.
Ruptura política exposta
Na última segunda-feira (23), durante o anúncio de sua pré-candidatura ao Governo do Amazonas, David Almeida já havia citado o episódio ao justificar o rompimento político com Omar Aziz.
Segundo ele, a decisão de não apoiar o senador ocorreu após sentir-se “intimidado e ameaçado”. “Vocês sabem quando eu soube dessa operação? No dia 24 de outubro, aniversário de Manaus, eu e o Renato. Eu soube dessa operação na casa do senador Omar Aziz. Ele me mostrou”, afirmou.
A troca de declarações evidencia o acirramento do cenário político no Amazonas antes mesmo do início oficial da campanha eleitoral.
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