De opositor a entusiasta: Coronel Menezes decepciona bolsonaristas ao elogiar Omar Aziz
Durante entrevista recente, Menezes afirmou que Aziz “tem a experiência política necessária” para governar.
- Foto: Reprodução
Notícias de política – Em um movimento político que causou perplexidade e desconfiança entre apoiadores da direita no Amazonas, o coronel da reserva Alfredo Menezes, ex-superintendente da Suframa e um dos rostos mais conhecidos do bolsonarismo no estado, surpreendeu ao tecer elogios públicos ao senador Omar Aziz (PSD), seu antigo adversário direto nas eleições de 2022. Durante entrevista recente, Menezes afirmou que Aziz “tem a experiência política necessária” para governar novamente o Amazonas e declarou acreditar que o senador será o próximo chefe do Executivo estadual.
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A fala chocou aliados próximos e gerou forte repercussão entre eleitores que viam em Menezes uma das principais vozes de oposição à chamada “velha política”, da qual Omar sempre foi um dos principais expoentes. O tom amistoso e conciliador adotado por Menezes contrasta diretamente com sua postura combativa nas eleições passadas, quando o militar reformado tentou desbancar Aziz nas urnas com um discurso moralizador e de ruptura com as práticas tradicionais da política amazonense.
“Estamos em um novo momento”, disse Menezes, tentando justificar a guinada. “Temos que reconhecer a grandeza do adversário.” A tentativa de “normalizar” Aziz, entretanto, está longe de ser bem recebida por sua base. Nas redes sociais, eleitores bolsonaristas o acusaram de traição e oportunismo, questionando como alguém que dedicou os últimos anos a denunciar a corrupção e a incompetência de antigos caciques políticos agora se curva diante de um deles.
Para muitos, Menezes escancara o velho vício da política local: o pragmatismo eleitoral. Ao elogiar Aziz, um político que carrega uma longa ficha de polêmicas e é alvo de críticas de grande parte do eleitorado conservador, o coronel enfraquece seu próprio discurso de “nova política” e passa a imagem de quem está mais interessado em se alinhar a quem tem capital político do que em manter sua coerência ideológica.
A grande questão que fica é: o que levou Menezes a mudar de posição tão drasticamente? Estaria ele se preparando para uma possível composição política com Aziz ou tentando garantir espaço em um eventual novo governo do senador? O discurso da “experiência” soa mais como um ensaio de aproximação do que como simples reconhecimento de mérito.
Enquanto isso, parte significativa da direita no Amazonas observa, incrédula, o coronel que prometeu combater o sistema agora afagar um dos seus principais representantes.
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