Deltan desiste de último recurso no STF e diz que ‘não há justiça no Supremo’
Ao abrir mão do recurso no STF, Deltan Dallagnol abre mão da possibilidade de retornar à vida política nos próximos oito anos.
- Foto: Divulgação
O ex-procurador da República e deputado cassado Deltan Dallagnol (Podemos-PR) declarou na segunda-feira, 18, que não buscará recurso junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) na tentativa de recuperar seu mandato. Em uma nota à imprensa, ele justificou sua decisão afirmando: “Não há justiça no Supremo.” Dallagnol também destacou que seria julgado pelos mesmos ministros que cassaram seu mandato, usando a Lava Jato como referência.
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Ao abrir mão do recurso no STF, Deltan Dallagnol abre mão da possibilidade de retornar à vida política nos próximos oito anos, uma vez que sua cassação também o tornou inelegível. Seu mandato foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com base na Lei da Ficha Limpa, que proíbe magistrados e membros do Ministério Público de pedirem exoneração para disputar eleições se tiverem processos administrativos pendentes.
O TSE entendeu que Dallagnol se desligou do Ministério Público Federal quase um ano antes das eleições, o que sugeriu antecipação em relação aos procedimentos disciplinares em curso, com o objetivo de garantir sua futura candidatura.
Apesar de ainda poder acionar o STF, Dallagnol optou por não fazê-lo, considerando as chances de vitória pequenas, dado o atual cenário político. O Supremo conta com uma maioria considerada anti-Lava Jato, liderada pelo ministro Gilmar Mendes, que já teve desentendimentos públicos com o ex-deputado. Além disso, os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Kassio Nunes Marques, que votaram pela cassação de seu registro de candidatura e inelegibilidade no TSE, também estariam envolvidos em um eventual julgamento no STF.
Em sua carta aberta, Dallagnol adota um tom crítico em relação ao Supremo, questionando a “credibilidade” da instituição e acusando-a de tomar decisões “cada vez mais arbitrárias”. Ele foi eleito deputado em 2022 com uma expressiva votação de 344.917 votos, a maior no estado do Paraná.

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