Deputada Alessandra Campêlo se estressa com perguntas de repórter em Manaus: “Era para proteger Omar Aziz?”
Parlamentar foi questionada sobre uma ação judicial relacionada à CPI da Pandemia e o momento repercutiu nas redes sociais.

FOTO: Reprodução
Resumo
- Pergunta central: Repórter questionou Alessandra Campêlo se a ação judicial apresentada em 2020 buscava proteger Omar Aziz ou Wilson Lima durante a CPI da Pandemia.
- Resposta da deputada: Alessandra negou a versão e afirmou que o objetivo era garantir sua participação e a representação feminina na comissão.
- Momento de repercussão: Ao encerrar a conversa, a deputada bateu no ombro do repórter, que respondeu: “Ei, calma. Calma, deputada”.
- Redes sociais: O vídeo viralizou e gerou debate entre internautas sobre a reação da parlamentar.
Notícias de Política – A deputada estadual Alessandra Campêlo (PSD) foi abordada pelo repórter Tiago Silva, que usa as redes sociais para questionar, enquanto caminhava por um shopping de Manaus. O foco dele era questionar se um mandado de segurança apresentado pela parlamentar em 2020, durante a criação da CPI da Pandemia na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), teria sido utilizado para proteger o senador Omar Aziz ou o então governador Wilson Lima.
Durante a abordagem, Tiago questionou diretamente:
“Era para proteger Omar Aziz ou Wilson Lima?”
Segundo o repórter, a medida judicial teria sido utilizada para tentar barrar os trabalhos da comissão, tese rejeitada pela parlamentar.
PUBLICIDADE
O que Alessandra Campêlo respondeu?
Ao responder aos questionamentos, Alessandra Campêlo negou que a ação judicial tivesse como objetivo impedir o funcionamento da CPI da Pandemia.
Segundo a deputada, o mandado de segurança foi apresentado para assegurar sua participação na comissão, uma vez que, conforme afirmou, ela não havia sido incluída na composição inicial do colegiado.
A parlamentar também disse que buscava garantir a representação feminina nos trabalhos da CPI.
O que aconteceu no fim da entrevista?
Nos momentos finais da gravação, Alessandra Campêlo encerrou a conversa batendo no ombro de Tiago e dizendo:
“Foi isso que aconteceu. Tá, meu amigo?”
Ao mesmo tempo, bateu no ombro do repórter. Na sequência, Tiago respondeu:
“Ei, calma. Calma, deputada.”
O trecho rapidamente passou a circular nas redes sociais.
Por que o vídeo repercutiu?
A gravação gerou diferentes interpretações entre os internautas.
PUBLICIDADE
Enquanto alguns entenderam que o gesto foi apenas uma forma de encerrar a conversa, outros afirmaram que a deputada teria batido com força no ombro do jornalista, aumentando a repercussão do vídeo.
Qual era o contexto da ação judicial?
O questionamento feito pelo repórter faz referência ao mandado de segurança apresentado por Alessandra Campêlo em maio de 2020, durante o processo de instalação da CPI da Pandemia na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).
Na ocasião, a deputada alegou que o então presidente da Casa, Josué Neto, havia formado a comissão sem observar o Regimento Interno da Aleam, deixando de considerar as indicações das lideranças partidárias. Segundo Campêlo, a ação judicial buscava assegurar o cumprimento das regras regimentais, sua participação na CPI e a representação feminina no colegiado.
O pedido foi aceito pelo desembargador João Mauro Bessa, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), que concedeu liminar suspendendo a designação dos membros, a instalação da comissão e a escolha do presidente da CPI. Na decisão, o magistrado apontou indícios de irregularidades no procedimento adotado pela Assembleia e afirmou que a formação da comissão, da forma como ocorreu, contrariava o Regimento Interno da Casa.
A CPI da Pandemia tinha como objetivo investigar denúncias de supostas irregularidades na aplicação de recursos públicos durante a pandemia da Covid-19, incluindo contratações emergenciais na área da saúde. Foi justamente esse episódio que motivou a pergunta do repórter sobre se a medida judicial teria beneficiado Omar Aziz.
Vale lembrar que o senador Omar Aziz foi indiciado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Maus Caminhos, que investigou um suposto esquema de corrupção e desvio de recursos da saúde no Amazonas. Segundo a investigação, os desvios teriam começado entre 2010 e 2014, período em que Aziz governou o estado. A Polícia Federal apontou suspeitas relacionadas à contratação do Instituto Novos Caminhos para administrar unidades hospitalares. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), os contratos eram superfaturados e parte dos recursos teria sido desviada.
Na época, Omar Aziz negou as acusações e afirmou, por meio de nota, que o indiciamento era “absolutamente equivocado, embasado em premissas que não condizem com a realidade e não se sustentam juridicamente”.
Atualmente, o senador sustenta que o inquérito relacionado à Operação Maus Caminhos foi arquivado por não haver elementos que justificassem a continuidade das investigações contra ele.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos





