Deputada Carla Zambelli comete gafe durante discurso na Câmara: “Não quer o bebê? Entrega para o aborto”
Parlamentar fazia discurso “pró-vida” quando se confundiu e sugeriu entregar bebê “para o aborto”, em vez de adoção.
- Foto: Reprodução
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) protagonizou um momento embaraçoso enquanto discursava em coletiva de imprensa na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (19) em defesa do Projeto de Lei nº 1904/2024, de autoria do deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). O projeto, que visa equiparar o aborto realizado após a 22ª semana de gestação ao crime de homicídio, é um dos mais polêmicos atualmente em tramitação no Congresso Nacional.
PUBLICIDADE
Durante sua fala, Zambelli, conhecida por suas posições conservadoras, tentou enfatizar a necessidade de alternativas ao aborto, como a adoção. No entanto, a deputada acabou se confundindo e gerou uma situação inusitada. “Não quer o bebê? Entrega para o aborto”, afirmou, claramente pretendendo dizer “entrega para a adoção”. O erro não passou despercebido e foi imediatamente corrigido por colegas parlamentares que a acompanhavam no plenário.
Tentando contornar a gafe, Zambelli repetiu a frase equivocada: “Agora, vocês não podem deturpar tanto a matéria a ponto de chamar a gente de homicida, praticamente. Não quer o bebê? Entrega para o aborto. Entrega para adoção, desculpa. Duas vezes eu errei.” A confusão foi alvo de risos e murmúrios entre os presentes, além de repercutir rapidamente nas redes sociais.
O discurso de Zambelli, apesar do deslize, fazia parte de um esforço conjunto de parlamentares conservadores para angariar apoio ao projeto de lei. A proposta de Cavalcante tem sido um ponto central nas discussões sobre direitos reprodutivos e legislação penal, provocando debates acalorados entre diferentes setores da sociedade brasileira.
A sessão da Câmara, que discutia a matéria, também foi marcada por manifestações populares. Do lado de fora, no Anexo II da Câmara dos Deputados, um grupo de ativistas realizou um protesto contra a tramitação do projeto. Com cartazes e palavras de ordem, os manifestantes expressavam seu desacordo com a equiparação do aborto tardio ao homicídio, alegando que a medida é um retrocesso nos direitos das mulheres.
A pressão popular e o debate acirrado levaram o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), a adiar a votação do projeto para o próximo semestre, após o recesso parlamentar. Lira justificou a decisão como uma oportunidade para que os parlamentares possam refletir mais sobre o tema e ouvir suas bases eleitorais.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos





