Deputada dos EUA acusa Alexandre de Moraes de “tirania judicial” contra Bolsonaro
María Elvira Salazar afirma que Judiciário brasileiro promove perseguição política.

Foto: Reprodução
Notícias de política – A deputada norte-americana María Elvira Salazar, do Partido Republicano, acusou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de protagonizar uma “tirania judicial” no Brasil. Em postagem nas redes sociais, a parlamentar afirmou que o magistrado atua politicamente para silenciar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e classificou a situação como “um ataque político tirado diretamente do manual socialista”.
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“Os socialistas radicais e juízes ativistas como Alexandre de Moraes estão usando os tribunais como arma para silenciar Jair Bolsonaro, porque têm medo da vontade do povo”, escreveu Salazar, encerrando sua publicação com um apelo direto: “Tirem as mãos de Bolsonaro!”
A manifestação ocorre em meio à tramitação do projeto de lei “No Censors on Our Shores Act”, apresentado por ela no Congresso dos Estados Unidos em fevereiro deste ano. A proposta visa impor sanções a autoridades estrangeiras acusadas de reprimir a liberdade de expressão. Embora o texto do projeto não mencione nomes, Moraes tem sido citado por parlamentares republicanos como um dos alvos potenciais da medida.
Salazar é uma das principais aliadas de Eduardo Bolsonaro no Congresso americano e integra um grupo de parlamentares republicanos que buscam internacionalizar críticas ao STF brasileiro. Recentemente, o ex-presidente Donald Trump também saiu em defesa de Bolsonaro, chamando-o de “um grande líder” e dizendo que ele está sendo “perseguido”.
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Alexandre de Moraes é relator de inquéritos no STF que investigam Bolsonaro e aliados por suspeita de tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O ex-presidente teve seus direitos políticos suspensos por oito anos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e responde a outras investigações na Suprema Corte.
A ofensiva internacional liderada por Salazar e outros aliados de Bolsonaro visa aumentar a pressão externa sobre o STF e dar visibilidade à narrativa de perseguição política — tese rechaçada por ministros da Corte e integrantes do governo brasileiro.
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