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Política

Deputado do caso dos ‘dólares na cueca’ lança pré-candidatura ao Senado pelo Ceará

Sua trajetória é marcada por um episódio que ainda levanta questionamentos.

Por Natan AMPOST

11/07/2025 às 00:00 - Atualizado em 05/08/2025 às 10:33

Notícias de política – O deputado federal José Guimarães (PT-CE) reafirmou sua pré-candidatura ao Senado para as eleições de 2026 durante uma plenária do Partido dos Trabalhadores realizada na última sexta-feira (4), em Fortaleza. O anúncio veio acompanhado do apoio das principais correntes internas da legenda no estado, mas também reacendeu a memória de um dos escândalos mais emblemáticos da história recente do PT: o caso dos “dólares na cueca”.

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Guimarães, que atualmente exerce a função de líder do governo Lula na Câmara dos Deputados, tenta consolidar sua ascensão política mirando uma vaga na Casa Alta do Congresso. No entanto, sua trajetória é marcada por um episódio que ainda levanta questionamentos: em 2005, seu então assessor parlamentar, José Adalberto Vieira da Silva, foi flagrado com US$ 100 mil escondidos na cueca e mais US$ 200 mil em uma maleta, enquanto tentava embarcar no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Leia também: Polícia apreende um dos adolescentes envolvidos no espancamento e morte de Fernando Vilaça em Manaus

Na época, Guimarães era deputado estadual na Assembleia Legislativa do Ceará. A prisão de seu assessor pela Polícia Federal desencadeou uma crise interna no PT e foi determinante para a renúncia do então presidente nacional do partido, José Genoíno, irmão de Guimarães, que mais tarde viria a ser condenado no processo do Mensalão.

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Apesar da gravidade do caso, José Guimarães nunca foi julgado nem condenado. Em 2021, a Justiça declarou a prescrição do processo, tanto para o deputado quanto para seu assessor, por falta de provas conclusivas, extinguindo a possibilidade de qualquer punição criminal. A decisão foi assinada pelo juiz federal Danilo Fontenele Sampaio, da 11ª Vara Federal do Ceará.

No entanto, prescrição não é sinônimo de inocência, mas sim o reconhecimento de que o Estado perdeu o prazo para punir — o que não apaga os questionamentos sobre a lisura da atuação do parlamentar. Críticos apontam que o episódio deveria pesar politicamente contra Guimarães, especialmente em um momento em que a sociedade clama por renovação, ética e transparência na política.

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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