Deputado Hélio Lopes acampa em frente ao STF e critica atuação da Corte: “Ditadura disfarçada”
Com um esparadrapo na boca e vestindo uma camisa com a bandeira de Israel, o parlamentar acampou no local.
- Foto: divulgação / X
Notícias de Política – O deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, iniciou nesta sexta-feira (25) um protesto solitário em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Com um esparadrapo na boca e vestindo uma camisa com a bandeira de Israel, o parlamentar acampou no local como forma de contestar decisões recentes da Corte.
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Em suas redes sociais, Hélio afirmou que o Brasil vive “sob uma ditadura disfarçada”, onde, segundo ele, “decisões do Parlamento são rasgadas por ministros do Supremo, leis aprovadas pela maioria dos representantes do povo são anuladas sem constrangimento, e o Congresso, acuado, muitas vezes se rende ao silêncio”.
O parlamentar declarou que está em “manifestação pacífica, em silêncio e jejum de palavras”, e que seu protesto não busca confronto, mas expressa sua convicção pessoal. “Minha boca está calada, mas minha consciência está em paz”, escreveu.
Hélio Lopes também enviou uma mensagem ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), pedindo que seu protesto seja registrado como um ato legítimo de um deputado federal em exercício do mandato.
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“Sou deputado federal. Fui eleito pelo povo. Mas a verdade é dura: não conseguimos mais fazer nada. Legislar virou encenação. Fiscalizar se tornou ofensa. A sensação é de que já não somos ouvidos – apenas tolerados, enquanto o verdadeiro poder se concentra onde não há voto, não há povo e não há limites”, desabafou em outra publicação.
Lopes informou que permanecerá no local apenas com uma barraca, uma bíblia e a Constituição. “Se tentarem me remover, estarão removendo um símbolo de resistência amparado na lei”, concluiu.
O protesto ocorre após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, impor medidas cautelares ao ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e proibição de uso de redes sociais. Moraes também determinou o restabelecimento parcial de um decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que eleva a alíquota do IOF, anteriormente suspenso pelo Congresso.
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