Deputado italiano exige extradição de Carla Zambelli e cobra posicionamento do governo da Itália
A deputada, alvo de um mandado de prisão preventiva expedido pelo STF, declarou recentemente que pretende permanecer na Itália.
- Foto: reprodução
Notícias de política – O deputado italiano Angelo Bonelli, líder do Movimento Europa Verde e da Aliança Verde e de Esquerda, cobrou formalmente do governo da Itália um posicionamento sobre a possibilidade de extradição da deputada federal brasileira Carla Zambelli (PL-SP). A parlamentar, alvo de um mandado de prisão preventiva expedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, declarou recentemente que pretende permanecer na Itália, utilizando sua cidadania italiana como base legal para permanecer fora do alcance da Justiça brasileira.
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Bonelli enviou um requerimento oficial às autoridades italianas questionando se o país irá cooperar judicialmente com o Brasil e com a Interpol para efetivar a extradição da parlamentar. Ele também criticou duramente a postura da deputada brasileira, afirmando que o uso da cidadania italiana como forma de fugir da Justiça é “inadmissível”.
Deputado italiano Angelo Bonelli, do partido Europa Verde, pede extradição de Zambelli antes mesmo de sua chegada à Itália. Ele diz que "Carla Zambelli não pode usar sua cidadania italiana pata transformar a Itália num paraíso para gente condenada". O que você acha? pic.twitter.com/vRUvlLLZw5
— Pensando Alto (@pensandoaltorc) June 4, 2025
“A declaração de Zambelli é uma vergonha. Não se pode usar a cidadania italiana para escapar de condenação. A Itália corre o risco de se tornar um paraíso para gente condenada. Quero uma resposta clara do governo italiano sobre se pretende extraditar Carla Zambelli para o Brasil”, afirmou Bonelli em nota.
Leia mais: Carla Zambelli critica ordem de prisão de Moraes contra ela: “ilegal e autoritária”
A parlamentar brasileira está fora do país desde 25 de maio. Segundo informações divulgadas pela própria deputada, ela saiu do Brasil por terra em direção à Argentina, e de lá teria embarcado para a Europa, mais especificamente para a Itália. A Polícia Federal incluiu seu nome na lista vermelha da Interpol, mecanismo internacional utilizado para localizar e prender foragidos.
O caso ganhou repercussão internacional e levanta debates jurídicos e diplomáticos sobre a possibilidade de extradição entre países da União Europeia e o Brasil, especialmente em situações envolvendo figuras públicas com dupla nacionalidade.
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