Deputado Luciano Zucco critica escolha de Omar Aziz para presidir CPMI do INSS: “Não vai investigar nada”
Deputado federal afirma que a escolha de Aziz compromete a credibilidade da CPMI do INSS.
- Foto: reprodução
Notícias de política – A escolha do senador Omar Aziz (PSD-AM) para presidir a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS gerou forte reação no Congresso Nacional e levantou questionamentos sobre a real disposição da comissão em investigar o esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões. A CPMI será instalada na próxima quarta-feira (20), em meio a críticas de que os principais nomes indicados para comandar os trabalhos não assinaram sequer o pedido de criação da investigação.
O deputado federal Luciano Zucco (PL-RS) foi um dos primeiros a se manifestar de forma contundente contra a escolha. Para ele, a presença de Omar Aziz na presidência e do deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO) na relatoria compromete a credibilidade do colegiado.
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“Temos Omar Aziz e um relator que nem assinaram a CPMI. O que é que eles vão nos entregar? Nada. O que eles vão avaliar ou investigar? Nada”, declarou Zucco em entrevista ao programa Oeste com Elas, da Revista Oeste.
Críticas à articulação política
A indicação de Omar Aziz para o comando da comissão não partiu de mérito ou engajamento prévio no tema, mas sim de uma articulação política conduzida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Já a relatoria entregue a Ricardo Ayres foi fruto de acordo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Para Zucco, esse modelo concentra poder em poucas mãos e enfraquece a independência do Parlamento. “Não podemos mais ter um Congresso refém de dois presidentes do sistema. O papel do presidente de uma Casa legislativa é organizar os trabalhos, e não decidir, de forma unilateral, o que vai ou não à pauta”, criticou.
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Escândalo do INSS é considerado um dos maiores da história
O caso dos descontos ilegais em aposentadorias e pensões é apontado como um dos maiores escândalos já registrados no país. Milhares de idosos e pensionistas foram vítimas de cobranças fraudulentas feitas por meio de associações que se apresentavam como representantes de categorias profissionais.
Delações e denúncias já apontam indícios de envolvimento de dirigentes dessas entidades em esquemas de corrupção e desvio de recursos. Mesmo diante da gravidade do caso, a condução da CPMI por políticos que não demonstraram interesse na apuração preocupa parlamentares da oposição.
“O sistema escolheu Omar Aziz porque sabe que ele não vai mexer onde não deve. Ele não assinou o pedido de investigação, mas agora aparece como presidente da comissão. Isso é uma afronta à seriedade que o tema exige”, afirmou Zucco.
Histórico controverso de Omar Aziz em CPIs
A desconfiança em torno do nome de Omar Aziz não é novidade. Durante a pandemia da Covid-19, o senador presidiu a CPI da Pandemia, marcada por disputas políticas intensas, acusações de parcialidade e resultados questionados. Para muitos, a condução de Aziz deixou claro que seu perfil está mais associado a embates políticos do que a investigações consistentes.
Agora, ao assumir a presidência da CPMI do INSS, Aziz volta a ser alvo de críticas por supostamente atuar mais como peça de um tabuleiro político do que como defensor da transparência e da fiscalização do dinheiro público.
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