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Deputado Sidney Leite já foi acusado de estuprar criança em troca de ajudar no tratamento de câncer da mãe da vítima no AM

A menina relatou em depoimento ao MP-AM que sangrou durante abuso sexual.

Por Natan AMPOST

25/02/2023 às 11:30 - Atualizado em 25/02/2023 às 11:32

Redação AM POST*

O deputado federal Sidney Leite (PSD-AM) já foi denunciado em 2016 pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM), acusado de estuprar uma menina de 12 anos na Zona Rural de Maués, em maio de 2004, época em que era prefeito do município distante cerca de 270 km de Manaus. O processo está registrado, originalmente, no número 4002054-24.2016.8.04.000 e corre em segredo no Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM).

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De acordo com a REVISTA CENARIUM, que publicou a denúncia na mídia, o Ministério Público do Amazonas, informou que a criança, hoje, com 31 anos, e seus familiares mudaram de Estado por medo de represálias.

Os detalhes do depoimento da vítima foram apresentados na denúncia feita pelo então procurador-geral de Justiça do Amazonas, Fábio Monteiro, em 2016, no Procedimento Investigatório Criminal 807/2016.

Em seu relato a família da menina afirmou que o abuso sexual aconteceu na Comunidade de Bom Jesus quando ela comemorava a vitória de um torneio de futebol e Sidney Leite fez a entrega de medalhas aos vencedores. A criança se preparava para retornar ao barco que a levou para a comunidade, quando o assessor de Sidney, identificado como Herlito Carlos Nunes, o “Teló” a abordou e alegou que o então prefeito gostaria de conversar com ela em particular, pois pretendia ajudar a mãe da vítima, que, na época, tinha câncer. Ele a levou para outro barco, onde estava Sidney, e, segundo a criança, foi o local onde ocorreu o abuso.

Criança detalha estupro
De acordo com o depoimento da vítima, Sidney Leite a mandou entrar no barco argumentando que os dois iriam “apenas conversar” e que “não era para ela ter medo”. A menina afirmou que chegou a pedir para o prefeito não fechar a porta do camarote, mas ele não atendeu ao pedido, alegando que o local poderia ficar quente já que o ar condicionado estava ligado. Nesse momento, o assessor que levou a criança até o barco a aguardava do lado de fora.

Sidney, ainda segundo a vítima, pediu para que ela sentasse na cama e ficasse calma, “pois ajudaria sua mãe doente, levando-a até Manaus para tratamento” contra o câncer, com “assistência necessária”. Na ocasião, o agora deputado federal perguntou da menina se ela ainda era virgem. E tendo ela respondido que “sim”, o então prefeito sorriu e afirmou que a vítima mentia, “pois não existiam mais meninas na idade dela que ainda fossem virgens”.

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Recebendo negativa da menor ao pedir para que ela tirasse a roupa, a vítima afirmou que Sidney foi agressivo e gritou que a garota não sairia do barco enquanto não atendesse ao pedido dele e a mandou calar a boca. No mesmo momento, o próprio deputado deitou a menina na cama e tirou a roupa dela, mesmo a vítima pedindo que ele não prosseguisse com o ato.

No depoimento da vítima consta ainda que, após retirar toda a roupa da garota, Sidney se despiu, colocou o preservativo em seu órgão genital e deitou-se sobre a vítima. Na ocasião, Sidney pediu para ela não ter medo que a relação “não iria doer” e, em seguida, segurou os dois braços dela e passou a ter relações sexuais com a criança. Antes de finalizar o ato, ele a mandava calar a boca afirmando que “estava perto de conseguir a vitória”. A criança disse que não entendia o que ele queria dizer, mas ficou com medo de pedir socorro.

E após terminar o ato sexual, Sidney retirou o preservativo e chegou a dizer que ela “não tinha sangrado muito”. Na sequência, pediu para a criança se limpar com papel higiênico e ordenou que ela fosse embora e não falasse nada para terceiros.

A revista afirma tentou contato com Sidney Leite mas não obteve retorno até o fechamento da matéria.

Luta pelas crianças e adolescentes
Neste mês, o deputado federal usou suas redes sociais para divulgar uma reunião sobre políticas públicas para a infância no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) e “levantar a bandeira” do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Ele afirmou que é “necessário unir esforços para garantir os direitos básicos” e citou como exemplo as “nossas crianças”.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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