Deputados Alberto Neto e Fausto Jr. assinam proposta que pode travar fim da escala 6×1 por 10 anos
Deputados do Amazonas estão entre os mais 170 parlamentares que assinaram proposta para postergar redução da jornada de trabalho.
- Foto: Reprodução
Resumo
Os deputados federais Alberto Neto e Fausto Jr. assinaram uma emenda que pode adiar o fim da escala 6×1 no Brasil até 2036. A proposta também mantém possibilidade de jornada de até 44 horas semanais para atividades consideradas essenciais.
Notícias de política – Os deputados federais Capitão Alberto Neto e Fausto Jr. estão entre os 171 parlamentares que assinaram uma emenda apresentada na Câmara dos Deputados para adiar por dez anos o fim da escala 6×1 no Brasil.
A proposta foi protocolada na comissão especial que discute a PEC 221/2019, responsável por analisar mudanças na jornada de trabalho dos brasileiros. Se aprovada, a nova regra só começaria a valer em 2036.
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Além do adiamento, o texto também prevê exceções para atividades consideradas essenciais, permitindo que determinados setores continuem operando com carga horária semanal de até 44 horas.
Emenda cria trava para redução da jornada
A proposta foi apresentada pelo deputado Tião Medeiros e altera o artigo 7º da Constituição Federal.
O texto estabelece jornada máxima de oito horas diárias e 40 horas semanais, mas condiciona a aplicação da medida à criação de uma futura lei complementar que regulamentaria as atividades essenciais.
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Na prática, especialistas avaliam que a emenda cria obstáculos para a implementação imediata da redução da jornada de trabalho no país.
O trecho mais criticado está no artigo 3º da proposta, que determina que a mudança constitucional só entre em vigor dez anos após sua publicação oficial.
Caso a medida seja aprovada sem alterações, trabalhadores brasileiros só teriam acesso às novas regras a partir de 2036.
Setores essenciais podem manter escala atual
Outro ponto que gerou debate é a possibilidade de manutenção da carga horária de até 44 horas semanais para categorias classificadas como essenciais.
A definição dos setores que se enquadrariam nessa condição ainda dependeria de regulamentação posterior do Congresso Nacional.
A proposta abriu discussão entre sindicatos, trabalhadores e representantes do setor produtivo sobre os impactos econômicos e sociais da redução da jornada.
Defensores da mudança argumentam que jornadas menores podem melhorar a qualidade de vida, reduzir adoecimentos mentais e aumentar a produtividade.
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Já parlamentares favoráveis à emenda afirmam que mudanças bruscas poderiam afetar serviços considerados indispensáveis e gerar dificuldades econômicas para empresas.
Participação de deputados do Amazonas repercute
A adesão de Alberto Neto e Fausto Jr. à proposta provocou repercussão nas redes sociais e ampliou o debate político no Amazonas.
Internautas passaram a comentar os impactos que o adiamento do fim da escala 6×1 pode gerar para trabalhadores amazonenses, principalmente em setores como comércio, serviços e indústria.
Até o momento, os parlamentares não divulgaram posicionamentos detalhados explicando os motivos do apoio à emenda.
A comissão especial da Câmara segue analisando o texto e novas alterações ainda podem ser incluídas antes da votação final da proposta.
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