Deputados transformam Aleam em palanque político e usam comissão como manobra para tentar tornar David Almeida inelegível
Parlamentares da CAE tentam reprovar contas de David Almeida de 8 anos atrás que já foi aprovada pelo TCE-AM.
Notícias de política – A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) decidiu, por unanimidade, reprovar as contas de 2017 do então governador interino e atual prefeito de Manaus, David Almeida (Avante). A medida, aprovada por cinco deputados, pode tornar o prefeito inelegível por até oito anos, caso seja confirmada em plenário.
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A decisão provocou forte repercussão no meio político e foi criticada por representar um uso indevido da Assembleia como instrumento de perseguição eleitoral. O grupo responsável pela decisão é composto pelos deputados Alessandra Campelo, Felipe Souza, Rozenha e Wilker Barreto — este último relator do parecer que recomendou a reprovação.
O ponto mais controverso é que as mesmas contas já haviam sido aprovadas por unanimidade pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), órgão técnico responsável pela análise contábil e legal das finanças públicas. Além disso, David Almeida governou o Estado por apenas cinco meses, em um período de transição que teve três governadores diferentes.
Nos bastidores da Aleam, a movimentação é vista como uma ação política orquestrada, com o objetivo de desgastar a imagem do prefeito, que aparece como um dos nomes mais competitivos para disputar o Governo do Amazonas em 2026. Embora David nunca tenha confirmado publicamente interesse em concorrer, sua crescente popularidade tem incomodado adversários.
Parlamentares e analistas apontam que a reabertura de um tema encerrado há anos não tem justificativa técnica.
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O parecer da CAE segue agora para votação no plenário da Assembleia Legislativa, onde será decidido se o relatório será mantido ou derrubado. Enquanto isso, a leitura dominante é de que a comissão atua como linha auxiliar de adversários eleitorais, usando a estrutura pública para fabricar desgaste político.
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