Desembargador aposentado ameaça “retirar” Moraes de processos do 8/1
Em live, desembargador aposentado que é alvo de polêmicas diz a Moraes: “Se não sair [dos processos] ministro, nós vamos lhe retirar”.
- Foto: Divulgação
Em uma transmissão ao vivo no último domingo (7/1), o desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Sebastião Coelho, reacendeu as críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Durante a live, Coelho expressou sua expectativa de que Moraes se retire do processo que investiga atos antidemocráticos, e fez uma ameaça velada, afirmando que, caso o ministro não saia, eles o “vão retirar.”
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Além de focar sua insatisfação em Moraes, o desembargador aposentado aproveitou a oportunidade para criticar os procuradores do Ministério Público, acusando-os de forçar pessoas a assinar propostas e confissões de culpa para escapar de processos. “Os senhores diminuíram a vossa instituição e agora estão querendo diminuir mais ainda”, afirmou.
Sebastião Coelho concluiu sua fala reiterando a expectativa de que Moraes se afaste do processo. “Eu paro por aqui, mas com a expectativa de que o senhor Alexandre de Moraes saia do processo. Se não sair, ministro, nós vamos lhe retirar. Entenda que nós vamos lhe retirar, de uma forma… [interrompe fala]. O senhor vai sair desse processo, creia nisso.”
Este não é o primeiro episódio em que Coelho critica publicamente o ministro do STF. Anteriormente, ele chegou a afirmar que “a solução será prender Alexandre de Moraes” por “cometer crimes” ao tomar decisões no âmbito do Inquérito das Fake News e em relação às manifestações contra a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Presidência da República.
A postura polêmica de Sebastião Coelho já levou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a abrir uma reclamação disciplinar contra o desembargador aposentado. Vale ressaltar que Coelho também é responsável pela defesa de Aécio Lúcio Costa Pereira, um dos réus julgados no STF pelos atos considerados golpistas. O caso continua a gerar repercussões e levanta questões sobre a independência do Poder Judiciário e os limites do discurso público de autoridades ligadas ao sistema judicial.
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