Ditadura de Maduro assina acordo com a oposição para ‘eleições livres’ na Venezuela
O acordo estabelece que as eleições presidenciais na Venezuela deverão ser acompanhadas por observadores de missões técnicas da União Europeia (UE).
- Foto: reprodução
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, assinou um acordo com a oposição na terça-feira, 17 de outubro, comprometendo-se a realizar eleições presidenciais limpas e livres no segundo semestre de 2024. O acordo histórico foi assinado na capital de Barbados, Bridgetown, e busca resolver a crise política no país.
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O acordo estabelece que as eleições presidenciais na Venezuela deverão ser acompanhadas por observadores de missões técnicas da União Europeia (UE), da Organização das Nações Unidas (ONU) e de outras entidades internacionais, garantindo maior transparência no processo eleitoral.

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A oposição, representada pela Plataforma Unitária Democrática (PUD), esteve presente no evento, com a participação de líderes como Gerard Blyde, Tomás Guanipa e Claudia Nikken. Pelo lado de Nicolás Maduro, o acordo foi assinado pelo deputado Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, que é controlada pelo chavismo.
Os Estados Unidos têm pressionado por eleições livres na Venezuela como parte de um esforço para aliviar as sanções à ditadura de Maduro e retomar a compra de petróleo venezuelano.
O mediador do acordo foi o diplomata norueguês Dag Nylander. O pacto se concentra no “reconhecimento e respeito ao direito de cada ator político de escolher seu candidato para as eleições presidenciais, em conformidade com a Constituição e a lei”, com o objetivo de fortalecer a “democracia inclusiva e uma cultura de tolerância”, além do “respeito aos direitos humanos”.
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No entanto, o acordo não aborda a questão da elegibilidade de candidatos, incluindo líderes da oposição, como María Corina Machado e Juan Guaidó, que foram declarados inelegíveis pelo regime de Maduro.
O último processo eleitoral na Venezuela, em novembro de 2021, enfrentou críticas e tensões políticas, levando a debates sobre a presença de missões de observação no país.
O ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, um aliado de Nicolás Maduro, saudou a assinatura do acordo e conversou com Maduro por telefone sobre o processo eleitoral.
O governo brasileiro emitiu uma nota afirmando que “o entendimento entre as forças políticas venezuelanas mostra que o diálogo é capaz de trazer resultados efetivos”.
Nicolás Maduro também celebrou os acordos nas redes sociais, destacando o progresso em direção à recuperação econômica e à consolidação da paz e da democracia na Venezuela.
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