Economista recusa convite para comandar Banco Central na gestão de Milei na Argentina
Presidente eleito, Javier Milei, vê diferenças na elaboração de políticas; Luis Andrés Caputo cotado para Ministério da Economia.

Foto: Reprodução/Rede Social
O economista Demian Reidel optou por recusar o convite do presidente eleito da Argentina, Javier Milei, para assumir o comando do Banco Central do país. Em entrevista ao La Nación, Reidel destacou divergências na elaboração de políticas como principal motivo para sua decisão. “Há uma questão de diferenças na elaboração das políticas, e há pessoas que podem fazer isso melhor”, afirmou. No entanto, o economista enfatizou seu apoio integral ao governo de Milei, se declarando um “mileísta de primeira hora”.
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Reidel, que já ocupou o cargo de vice-presidente do Banco Central durante o governo de Mauricio Macri, não detalhou as divergências específicas que o levaram a declinar do convite, mas ressaltou manter “ótimas relações” com a equipe de Milei.
O presidente eleito, por sua vez, já expressou sua intenção de fechar o Banco Central, considerando isso uma “obrigação moral”. Além disso, Milei defende a dolarização da economia argentina, proposta que tem gerado debates intensos no cenário político e econômico do país.
A equipe de Milei também confirmou ter convidado Luis Andrés Caputo para assumir o Ministério da Economia. Caputo, ex-ministro das Finanças e presidente do Banco Central durante o governo Macri, é amplamente citado pela imprensa argentina como o nome certo para ocupar o cargo. A possível nomeação de Caputo representa mais um passo nas mudanças propostas pela nova gestão para a condução da economia argentina.
Redação AM POST*
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