Eduardo Braga critica Marina Silva e chama debate sobre BR-319 de “luta política-ideológica”
Braga classificou a postura da ministra como “uma luta política-ideológica” e disse que suas falas sobre o tema são comparáveis a uma “conversa de bêbado para delegado”.
- Eduardo Braga critica Marina Silva e chama debate sobre BR-319 de “luta política-ideológica” (Fotos: Pedro França/Mário Angra/Agência Senado)
Notícias de Política – O senador Eduardo Braga (MDB-AM) voltou a defender, nesta terça-feira (19), a pavimentação da BR-319 e fez duras críticas à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede). Em entrevista ao programa Política na TV, na TV Norte (filiada do SBT), Braga classificou a postura da ministra como “uma luta política-ideológica” e disse que suas falas sobre o tema são comparáveis a uma “conversa de bêbado para delegado”.
Segundo o parlamentar, os estudos de impacto ambiental da rodovia que liga Manaus a Porto Velho já foram concluídos em diferentes etapas e não restariam mais entraves técnicos que justificassem a demora na liberação definitiva do licenciamento.
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“Já foram feitos três estudos de impacto ambiental de fauna, flora e populações indígenas. Estão prontos e concluídos. O termo de referência, que é o ato seguinte do Ibama, também já foi estabelecido. As áreas de preservação já foram demarcadas. O verdadeiro cego é aquele que não quer enxergar”, declarou.
Críticas à postura da ministra
Braga acusou Marina Silva de atuar em defesa de interesses de ONGs e financiadores estrangeiros, colocando a questão da BR-319 como parte de uma agenda ideológica.
“Isso nada mais é do que uma luta política e ideológica da Marina Silva. Não é racional. Ela tem compromissos com as ONGs, com quem financia esse sistema. Ninguém é bobo de achar que isso é baseado em ciência”, afirmou o senador.
Estrada já usada, diz senador
O emedebista também destacou que a rodovia já é utilizada intensamente, mesmo em condições precárias. Ele citou que cerca de 900 carretas trafegam pela BR-319, apesar das dificuldades de manutenção.
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“Hoje a estrada já está trafegável. Colocamos pedras ao longo de todo o trecho para garantir a passagem. Isso, sim, gera impacto ambiental porque a cada ano precisamos extrair mais pedra e madeira para pontes de recuperação. Se asfaltarmos, será melhor para o meio ambiente, ao contrário do que dizem”, completou.
Fiscalização com tecnologia
Para rebater críticas sobre o risco de desmatamento associado ao asfaltamento, Braga disse que o Estado tem mecanismos tecnológicos para monitorar a região. Entre os exemplos, citou o uso de drones e imagens de satélite.
“Estamos no século XXI. Temos satélites geoestacionários da Telebras e drones capazes de fiscalizar as áreas. A governança ambiental pode ser feita de forma eficiente sem impedir a obra”, defendeu.
BR-319 no centro da disputa política
A BR-319 tem sido tema recorrente de embates entre lideranças políticas do Amazonas e o Ministério do Meio Ambiente. Para setores da base aliada de Lula no Estado, a liberação definitiva da pavimentação é estratégica para integrar a região ao restante do país. Já Marina Silva e entidades ambientais sustentam que o asfaltamento pode acelerar o desmatamento na Amazônia, ampliando pressões sobre áreas protegidas.
O “confronto de ideias” da base de Lula no Amazonas com o posicionamento de Marina Silva tem gerado intensos debates entre os políticos, com a ministra sendo duramente criticada e sendo acusada de travar o licenciamento para que a BR-319 seja asfaltada.
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