Eduardo Braga defende medida do governo Lula que encarecerá valor da gasolina: ‘compromisso social’
Medida que prejudica consumidores foi justificada pelo parlamentar do Amazonas como “responsabilidade fiscal com compromisso social”.
- Foto: Divulgação
Redação AM POST*
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O senador Eduardo Braga (MDB) entrou em defesa da volta do imposto federal que encarecerá a gasolina. A medida anunciada pelo governo Lula (PT) foi justificada pelo parlamentar do Amazonas como “responsabilidade fiscal com compromisso social”.
“A melhora fiscal reduzirá a inflação e os juros cairão obrigatoriamente. A economia crescerá, gerando emprego e renda. Esse é o compromisso do Governo”, escreveu Braga nas redes sociais, ao registrar uma reunião no Ministério da Fazenda, titular da pasta Fernando Haddad (PT), nessa terça-feira (28).
Haddad, anunciou ontem (28) a volta da cobrança do PIS e da Cofins sobre gasolina e etanol a partir de quarta-feira, 1º de março. Com a reoneração, o preço do litro da gasolina aumentará R$ 0,47 e o do etanol, R$ 0,02. Como a Petrobras anunciou um corte de R$ 0,13 no litro da gasolina também a partir de hoje, o aumento, na prática, será de R$ 0,34, afirmou ele, em coletiva de imprensa. A desoneração do diesel continuará valendo até o fim de 2023.
Motoristas ficaram revoltados nesta quarta-feira (1º) após postos de combustíveis apresentarem aumento de R$ 1 no preço da gasolina, que saltou de R$ 5,59 para R$ 6,59. O reajusta possível ser percebido em postos do bairro São José, Jorge Teixeira e Franceses, no bairro Alvorada.
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Energia
Braga foi ministro das Minas e Energia na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e líder do governo no Senado. Até hoje sua administração na pasta é criticada e ele é associado ao aumento da conta de energia dos amazonenses devido criação da conta contabilizadora das bandeiras tarifárias de energia elétrica, as quais são encarregadas de reajustar o serviço periodicamente ao consumidor final.
Em 4 de fevereiro de 2015, o então ministro de Minas e Energia Eduardo Braga assinou o Decreto nº 8.401/2015, que alterava as bandeiras tarifárias – mecanismo que repassa ao consumidor eventuais aumentos nos custos da geração de energia elétrica. Elas são homologadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), anualmente, quando as termelétricas são acionadas por conta da escassez hídrica.
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