Eduardo Braga vai com comitiva para o interior do AM, antecipa campanha eleitoral e incentiva aglomerações
O senador acelerou, a partir do segundo semestre deste ano, visitas aos municípios do interior para ressaltar seus feitos, já que enfrenta uma barreira de rejeição muito forte entre os eleitores.
- Foto: Divulgação
Redação AM POST
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Faltando pouco mais de 1 ano para o pleito de 2022, o interior do Amazonas começa a ser alvo de políticos que buscam barganhar o voto dos eleitores. Um exemplo disso é o senador Eduardo Braga (MDB), que é apontado como pré-candidato ao governo do Estado, e usa os finais de semana para investir em sua pré-campanha eleitoral promovendo aglomerações em suas reuniões.
Nesta sexta-feira (27/08), ele esteve em Nova Olinda do Norte. A convite do prefeito, e acompanhado do deputado estadual Dermilson Chagas (sem partido) e do deputado federal Delegado Pablo (PSL), o senador participou das inaugurações da Academia de Saúde do bairro Vale do Sol e do Centro Psicossocial Nova Vida (Caps), construídos com recursos da prefeitura. Eduardo concedeu entrevista à rádio Nova FM 87,9, e retornou à Manaus no início da tarde.
Braga acelerou, a partir do segundo semestre deste ano, visitas aos municípios do interior para divulgar as ações do mandato no Congresso, usando um discurso mais agressivo contra políticos que ele julga adversários e entoando frases de efeito sobre perspectiva de vida para as pessoas que o acompanham nas reuniões.
Pioneiro na cena política local, Braga sabe que pode ser beneficiados com esta engenharia política, de ressaltar seus feitos, já que enfrenta uma barreira de rejeição muito forte entre os eleitores devido suas imagens já desgastada, uma vez que teve o nome citado em investigações da Justiça Federal.
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Abuso do poder político
A prática do abuso do poder político ocorre nas situações em que o detentor do poder vale-se de sua posição para agir de modo a influenciar o eleitor, em detrimento da liberdade de voto. No caso de Braga ele se utiliza do cargo e estrutura que possui para envolver futuros eleitores, muitos deles, sem informação necessária para discernir se a reunião se tratava de um encontro eleitoral.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Constituição Federal prevê a proibição do abuso do poder político e econômico nas eleições ao dispor que devem ser estabelecidos por lei complementar os casos de inelegibilidade e seus prazos.
O objetivo das restrições, informa o TSE, é proteger a probidade administrativa, a moralidade para exercício de mandato – considerada a vida pregressa do candidato – e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta.
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