Em último dia de campanha, Maduro apela ao chavismo para conquistar eleitores
Eleições presidenciais na Venezuela acontecerão neste domingo (28).
- Foto: Reprodução Instagram @nicolasmaduro
No último dia da campanha presidencial na Venezuela, Nicolás Maduro intensificou sua estratégia ao recorrer ao chavismo na tentativa de conquistar eleitores. As eleições venezuelanas acontecerão neste domingo (28).
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Maduro esteve na cidade de Maracaibo, onde atacou o rival da oposição, Edmundo González, chamando-o de “marionete” e “capitalista selvagem”. Ele apelou ao populismo, questionando se o povo preferiria um presidente “homem do povo” como ele ou um “boneco da direita radical”.
Em Caracas, Maduro prometeu diálogo com todos os setores da sociedade e se autodenominou “campeão mundial em diálogo, reconciliação, entendimento, consenso e acordos”.
O atual presidente também pediu à comunidade internacional que não interfira nos assuntos internos da Venezuela e assegurou que o país terá paz “antes, durante e depois” das eleições de domingo.
As pesquisas indicam que Maduro não é o favorito, e ele insinuou que a oposição pode não aceitar o resultado e recorrer à violência caso González não vença. “Haverá mão de ferro e justiça para os fascistas e os violentos”, declarou.
Durante um comício também em Caracas, Edmundo González fez uma caminhada em carro aberto ao lado de María Corina Machado, que foi barrada da corrida presidencial. Eles foram recebidos por uma multidão com bandeiras e cartazes pedindo união e liberdade.
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González demonstrou confiança em uma possível vitória no domingo e afirmou que as Forças Armadas respeitarão o resultado das eleições, mesmo que o presidente não seja reeleito. “Vamos vencer, vamos cobrar e confiamos que as nossas Forças Armadas respeitarão a vontade do nosso povo”, disse González.
Apesar da esperança de vitória, a oposição está preocupada com o recuo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em enviar representantes à Venezuela, após ataques de Maduro ao sistema eleitoral brasileiro.
Apesar da polêmica, o assessor de assuntos internacionais do presidente Lula (PT), Celso Amorim, irá acompanhar as eleições na Venezuela.
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