EUA ameaçam tomar medidas se Maduro quebrar compromissos eleitorais na Venezuela
Resolução prevê que a próxima eleição será realizada no segundo semestre de 2024 com a presença de observadores internacionais.
- Foto: reprodução
Os Estados Unidos fizeram um alerta ao ditador venezuelano, Nicolás Maduro, e seu governo, pedindo que cumpram os compromissos estabelecidos com a oposição para as eleições do próximo ano. A declaração foi feita após o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela suspender os resultados das primárias presidenciais da oposição deste mês, mesmo com um acordo que permite a escolha de candidatos por cada lado.
Na votação, realizada no último dia 22, a ex-deputada María Corina Machado foi escolhida para disputar a eleição presidencial do ano que vem, num provável embate com Nicolás Maduro.
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Caso as promessas não sejam mantidas, os EUA afirmaram que tomarão medidas. O Departamento de Estado norte-americano alertou que poderá reverter o alívio das sanções ao setor petrolífero da Venezuela se Maduro se recusar a cumprir o acordo.
“O governo dos Estados Unidos tomará medidas se Maduro e os seus representantes não cumprirem os seus compromissos no âmbito do roteiro eleitoral”, disse o porta-voz do Departamento de Estado americano.
Um acordo assinado há duas semanas em Barbados pela ditadura chavista e pela oposição estabeleceu condições para eleições livres em 2024, inclusive observação internacional.
A suspensão dos resultados das primárias presidenciais da oposição, determinada pelo Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela, gerou indignação e preocupação tanto no país como no exterior. A decisão foi interpretada como uma interferência no processo democrático e uma violação do acordo estabelecido entre o governo e a oposição.
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Os Estados Unidos reagiram imediatamente à decisão do Supremo Tribunal e emitiram um alerta ao presidente Nicolás Maduro. O país expressou sua preocupação com a violação do acordo eleitoral e afirmou que medidas serão tomadas caso as promessas feitas não sejam mantidas.
Uma das medidas mencionadas pelos EUA foi a possibilidade de reverter o alívio das sanções ao setor petrolífero da Venezuela. Essa ameaça é significativa, uma vez que a indústria petrolífera é uma das principais fontes de receita do país.
Até o momento, o governo venezuelano não se pronunciou sobre o alerta dos Estados Unidos. Espera-se que Maduro e seu governo sejam pressionados a cumprir o acordo eleitoral para evitar uma escalada de tensões com a comunidade internacional.
É importante ressaltar que a situação política na Venezuela já é delicada, com um cenário de polarização e crises econômica e humanitária. O cumprimento do acordo eleitoral pode contribuir para a estabilidade do país e uma possível via de diálogo entre as partes envolvidas.
Redação AM POST*
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