Ex-desembargador Sebastião Coelho que enfrentou Moraes se filia ao Novo para se candidatar ao Senado em 2026
A candidatura será pelo Distrito Federal em 2026.
- Foto: Reprodução
Notícias de política – O desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) e atual advogado, Sebastião Coelho, irá oficializar sua filiação ao partido Novo no próximo dia 10 de junho, marcando o início de sua pré-candidatura ao Senado Federal nas eleições de 2026. Com 70 anos, Coelho se consolida como um dos principais nomes da direita que pretende ocupar uma vaga no Congresso Nacional.
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A entrada de Sebastião Coelho na política partidária ocorre após uma trajetória marcada por declarações polêmicas e embates públicos contra o Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente contra o ministro Alexandre de Moraes. O ex-desembargador se tornou figura notória entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, ao adotar um discurso crítico e contundente contra decisões do Judiciário, que ele classifica como “abusivas”.
Um dos episódios mais marcantes envolvendo Coelho ocorreu em março de 2025, quando ele foi detido após interromper, aos gritos, uma sessão do STF que analisava uma denúncia contra Bolsonaro e sete de seus aliados. Na ocasião, o ex-magistrado invadiu o plenário e exigiu a suspensão do julgamento, chamando-o de “ato político disfarçado de justiça”.
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Eduardo Ribeiro, presidente nacional do Novo, elogiou a filiação. “Sebastião Coelho age com coerência e convicção. Sua coragem para enfrentar os abusos do Supremo é inquestionável, e mostra que teremos um projeto claro de representação qualificada, firme e pronta para encarar a tirania que se instalou em Brasília”, afirmou.
Natural de Santana do Ipanema, em Alagoas, Sebastião Coelho construiu sua carreira jurídica no Distrito Federal. Atuou como juiz e depois como desembargador do TJDFT, até se aposentar. Desde então, tem se dedicado à advocacia e à militância política, frequentemente participando de atos e manifestações pró-Bolsonaro e contra o STF.
A filiação ao Novo é vista como uma tentativa de canalizar o apoio de um eleitorado conservador que se sente desiludido com a atuação das instituições tradicionais e que busca representantes dispostos a confrontar o sistema. A sigla aposta na notoriedade de Coelho para ampliar sua presença no Congresso e fortalecer sua base ideológica.
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