Política

Fausto Junior retira assinatura e diz que CPI da Pandemia da Aleam é vaidade e conveniência política de Dermilson Chagas

Segundo ele Dermilson demonstrou falta de maturidade política ao ver sua CPI ser criticada, querendo a todo custo tripudiar os colegas em defesa de uma CPI que estava incompleta.


Redação AM POST

O deputado Fausto Junior (MDB) voltou atrás e retirou sua assinatura da CPI da Pandemia na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), alegando que a proposta demonstra apenas a vaidade e conveniência política do deputado Dermilson Chagas.

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Ontem (6), o deputado estadual Delegado Péricles propôs a instalação da CPI da Asfixia e devido a concorrência por assinaturas, foi duramente criticado pelos autores da outra Comissão que são os deputados Wilker Barreto e Dermilson Chagas, ambos do Podemos.

“O que eu vi ontem foi uma exposição de vaidade e uma constante maneira de fazer política tripudiando os colegas. Quando assinei a CPI foi porque eu confiava na capacidade de investigação, no entanto, o deputado demonstrou falta de maturidade política ao ver sua CPI ser criticada, querendo a todo custo tripudiar os colegas em defesa de uma CPI que estava incompleta. O deputado Dermilson desrespeitou uma CPI que indiciou várias pessoas, que investigou e cumpriu seu dever, eu repudiou todas as acusações feitas nesta Casa. Não é assim que se faz política, o Amazonas não merece esse tipo de comportamento na Assembleia”, disse.

Em seguida, Fausto anunciou que iria retirar sua assinatura por acreditar que os deputados deveriam entrar em um consenso sobre as Comissões.

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“Vou retirar minha assinatura da CPI da Pandemia. E vou aguardar que de forma amadurecida os colegas desta casa sentem e revejam as competências de cada CPI. Eu tenho interesse de investigar, mas não vou compactuar com uma CPI que pode acabar em pizza. Enquanto não houver maturidade política e uma CPI única, eu estou fora”, declarou Fausto.

Bate-boca
O desentendimento começou após a fala do líder da minoria, Wilker Barreto (Podemos) concluir sua fala de crítica ao enfraquecimento da CPI da Pandemia. Ao se direcionar a tribuna Dermilson foi interrompido pelo vice-presidente da Casa, Carlinhos Bessa que não autorizou o deputado a usar a tribuna pelo risco de perder o quórum de deputados.

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“Não deputado, nós vamos entrar em votação das pautas e ordem do dia. O senhor não é líder. Do que o senhor quer comunicar? Não será possível deputado, nós vamos entrar em votação, se o senhor falar vamos perder o quórum”, indicou Bessa.

“Eu sou líder do Podemos e o Wilker é líder da minoria. Acredito que essas partes do documento não passaram ao senhor, portanto o senhor desconhece”, declarou Dermilson.

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Em defesa de Bessa, o deputado Péricles pediu respeito aos colegas do parlamento.

“Eu não estou falando com você Péricles. Só estou dizendo que Vossa Excelência não leu as regras. Eu estou falando com o Carlinhos”, disse.

Fausto também se envolveu na discussão pedindo respeito aos pares. “O deputado Dermilson precisa parar de tripudiar dos colegas. Vossa Excelência é tão deputado quanto todos que estão aqui. Ele não é o professo de ninguém, Por isso, ele não consegue apoio político para nada”, argumentou Fausto.

No fim, foi concedido o tempo de cinco minutos para Dermilson realizar sua fala.