Favoritos para ganhar presidências da Câmara e do Senado, Alcolumbre e Mota são cobrados a se posicionar sobre pautas da direita
As eleições ocorrerão no sábado, 1º de fevereiro.
- Foto: reprodução
No próximo sábado, 1º de fevereiro, o Congresso Nacional será palco de uma importante disputa para a presidência da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Embora os bastidores estejam repletos de articulações, as propostas de alguns candidatos têm gerado mais atenção, principalmente entre os parlamentares que defendem pautas alinhadas à direita. As eleições ocorrerão com um cenário de grande incerteza, especialmente quanto aos posicionamentos ideológicos de alguns dos principais concorrentes.
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No Senado, quatro nomes se destacam como candidatos: os senadores Davi Alcolumbre (União-AP), Marcos Pontes (PL-SP), Marcos do Val (Podemos-ES), e Eduardo Girão (Novo-CE). Desses, apenas Pontes, do Val e Girão têm se mostrado favoráveis a pautas defendidas pela direita, como a reforma do judiciário, a prisão em segunda instância, a anistia aos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro e, até mesmo, o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Por outro lado, Alcolumbre, favorito nas eleições, permanece em silêncio sobre essas importantes pautas.
Na Câmara, a disputa está entre os deputados federais Hugo Motta (Republicanos-PB), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ). Dentre esses, Marcel van Hattem se destaca por suas posições claras, defendendo pautas como o impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o abuso de autoridade, que foi engavetada pelo ex-presidente da Casa, Arthur Lira, o fim do foro privilegiado, a prisão em segunda instância e, mais polêmico, a anistia para os responsáveis pelos ataques de 8 de janeiro. Hugo Motta, favorito para assumir a presidência da Câmara, não se posicionou publicamente sobre essas questões, criando um cenário de incerteza quanto às suas intenções.
A falta de declarações públicas de alguns dos principais candidatos à presidência do Senado e da Câmara sobre temas polêmicos tem gerado expectativa em relação ao futuro político do Brasil. Para muitos, essas escolhas podem refletir não apenas a condução do Congresso nos próximos anos, mas também as direções que o país tomará em relação a questões cruciais, como a independência do Judiciário e a reforma política.
Com tantas incógnitas ainda em aberto, o país aguarda ansiosamente os desdobramentos dessa eleição que promete mexer com os rumos da política nacional.
O ex-deputado federal Deltan Dallagnol tem levantado campanha em suas redes sociais para que os eleitores de direita cobrem seus representes para que votem naqueles parlamentares alinhados com as pautas.
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