Flávio Bolsonaro compara prisões do 8 de janeiro a Holocausto
A declaração foi duramente criticada pelo Instituto Brasil-Israel.
- Foto: Sérgio Lima
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) provocou polêmica durante a sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro ao comparar as prisões dos envolvidos no ataque golpista às sedes dos Três Poderes com o Holocausto. Segundo o senador, as prisões foram realizadas “nos moldes nazistas”. Em resposta, o Instituto Brasil-Israel emitiu uma nota de repúdio, condenando veementemente as declarações do parlamentar.
A comparação feita por Flávio Bolsonaro entre as prisões e o Holocausto, um dos maiores genocídios da história, foi duramente criticada pelo Instituto Brasil-Israel. A entidade classificou a declaração como uma “distorção negacionista que fere a memória das vítimas”.
“Holocausto” se refere ao extermínio de mais de 6 milhões de judeus pela Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial. O Instituto Brasil-Israel destacou que as vítimas do Holocausto foram perseguidas e assassinadas devido à sua identidade religiosa, nacional, sexual ou política e que não cometeram nenhum crime.
O instituto enfatizou que as declarações de Flávio Bolsonaro foram desrespeitosas e ofensivas à memória das vítimas do Holocausto, e ressaltou a importância de evitar a banalização do genocídio. Até o momento, o senador Flávio Bolsonaro não se manifestou sobre o posicionamento do Instituto Brasil-Israel.

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