Fundação Amazonas Sustentável recebeu cerca de R$400 milhões em 15 anos, afirma superintendente na CPI das ONGs
Orçamento da entidade variou entre R$20 milhões e R$40 milhões anualmente.
- Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Fundação Amazonas Sustentável (FAS) recebeu cerca de R$400 milhões em um período de 15 anos, conforme informou o superintende da entidade, Virgílio Viana, durante seu depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito das ONGs do Senado, nesta terça-feira (12). Ele afirmou que o orçamento da FAS variou entre R$20 milhões e R$40 milhões anualmente, totalizando a quantia mencionada.
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“O nosso orçamento variou entre R$ 20 milhões e R$ 40 milhões, portanto numa média foram perto de R$ 400 milhões nestes 15 anos, com total prestação de contas no nosso site”, disse o superintende logo que questionado pelo presidente da CPI, o senador Plínio Valério (PSDB).
Segundo Virgílio Viana, toda a prestação de contas referente aos recursos recebidos pela fundação ao longo desses anos pode ser encontrada no site oficial da FAS. Ele enfatizou a transparência da organização em relação aos seus gastos e investimentos, mostrando comprometimento com a gestão dos recursos.
Durante a CPI, Viana também respondeu a uma pergunta do relator da comissão, senador Márcio Bittar, sobre a passagem de profissionais do setor de ONGs para cargos no governo. O superintendente considerou essa transição normal e citou um exemplo específico, o secretário de Estado do Meio Ambiente do Amazonas, Eduardo Taveira.
Viana mencionou que Taveira já havia ocupado o cargo de superintendente da FAS antes de assumir a posição no governo estadual. Essa situação foi apontada pelo relator como um caso grave de trânsito de profissionais entre organizações não governamentais e governo.
A questão levantada pelo relator evidencia a preocupação com a possibilidade de haver conflitos de interesse ou favorecimentos indevidos quando pessoas que trabalharam em ONGs assumem funções no poder público. No entanto, Virgílio Viana defendeu que essa prática é comum e não necessariamente representa irregularidades ou má conduta.
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A CPI das ONGs tem como objetivo investigar a atuação, gestão e prestação de contas das organizações não governamentais que atuam na Amazônia. A fundação Amazonas Sustentável está entre as entidades que estão sendo investigadas, devido ao volume de recursos recebidos ao longo dos anos e às ações que empreenderam para a preservação e sustentabilidade da região amazônica.
A transparência nas ações dessas organizações é fundamental para garantir a confiança da sociedade e a utilização correta dos recursos públicos. Portanto, é importante que a CPI promova um debate amplo e imparcial, permitindo que os representantes das ONGs apresentem suas informações e esclareçam eventuais dúvidas sobre seus trabalhos e recebimentos de verbas.
Redação AM POST*
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